Home / Economia / A economia cresce, a arrecadação aumenta. Falta cortar as despesas
Miguel Haddad

A economia cresce, a arrecadação aumenta. Falta cortar as despesas

Miguel Haddad

Felizmente as reformas estão dando resultado e a economia começa a reagir, como mostram os índices positivos, havendo economistas sérios que já admitem um aumento do PIB de até 3% para 2018. Há alguns meses, se alguém arriscasse tal previsão, não seria levado a sério. Com isso, a arrecadação aumenta, o que contribui para dar um certo alívio ao nosso problema central: o déficit público.

Quando se entra nesse terreno, a maioria das pessoas acha que esse assunto de déficit público e arrecadação é uma coisa chata, e vira a página. No entanto, é super simples, é igual acontece na nossa casa: se se gasta mais do que se recebe, vem a dívida. Se isso continuar, tem uma hora que a dívida, com relação ao que a gente ganha – o déficit – vira um problemão. Foi exatamente assim que aconteceu com o Brasil. Os enormes recursos destinados ao pagamento da dívida impedem que se invista o que é necessário no que é prioritário: melhoria da infraestrutura, educação, saúde e segurança.

Uma parte da solução para esse problema é o que está sendo feito: criar condições – no caso, fazer as reformas – para o crescimento econômico, e, com o aumento da arrecadação, amortizar a dívida.

Ocorre que isso não é suficiente tendo em vista o tamanho do rombo. Até recentemente, o governo federal, quando se deparava com um quadro crítico, como estamos vivendo agora, apelava para o aumento dos impostos. Mas essa é uma solução do tipo matar a galinha dos ovos de ouro: causa aumentos em cascata, encarece o custo de vida, onera o setor produtivo e enfraquece a economia.

Atualmente, sentindo-se sobrecarregada, população repudia, veementemente, qualquer proposta nesse sentido. É preciso mudar o enfoque. Ao invés de tentar resolver o problema do déficit aumentando a receita, temos também de trabalhar na outra ponta, cortando gastos.

Nesse sentido, apresentei – entre outras medidas que estamos analisando – um projeto de lei para fechar um desses ralos, propondo a fusão de municípios com até cinco mil habitantes. Em levantamentos que fizemos, os custos com a administração nessas cidades não apenas supera a arrecadação local como consome boa parte do repasse feito pelo governo federal.

Trata-se de uma medida óbvia, que proporciona mais verbas para a melhoria do atendimento à população e, ao mesmo tempo, concorre para a diminuição do déficit fiscal. Mas nem por isso será fácil a sua aprovação.

 

Miguel Haddad é deputado federal

 

About Jornal A Verdade

Leia também

jundiai1

Idoso sofre descarga elétrica ao tentar pegar pipa em cima de telhado

Um idoso de 60 anos sofreu uma descarga elétrica de 13 mil volts, na tarde …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com