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Calor forte e chuvas elevam incidência de escorpiões na cidade

Serviço médico do Hospital Pitangueiras está preparado para atender casos de picadas de escorpião

Até dezembro a vigilância sanitária de Jundiaí tinha registrado a captura de 200 escorpiões e mais de 40 ocorrência em Jundiaí. Calor forte temperado com chuvas têm aumentado a incidência por toda cidade. Alguns bairros, como a Vila Municipal, onde está instalado o Cemitério Nossa Senhora do Desterro, tem convivido com um aumento acentuado do aracnídeo. Com hábitos noturno e  conhecidos pelas picadas dolorosas e as fortes dores provocadas, esse animais são sorrateiros, silenciosos e com a capacidade de se enfiar em qualquer fresta ou buraco.

No país há mais de 170 espécies de escorpião, mas só algumas, como o Tityus serrulatus, o escorpião-amarelo, têm relevância do ponto de vista da saúde pública.

Em 2017, foram contabilizadas 143 mortes causadas por escorpiões, mais da metade do total dos ataques fatais de animais peçonhentos (278). Ou seja, para a saúde humana, faz mais sentido se preocupar com esses aracnídeos do que com serpentes, águas-vivas, lagartas ou abelhas. Quatro em cada 10 mil pessoas picadas morrem.

Segundo explica o médico Alfredo Coluccini Neto – Coordenador do Pronto Socorro Cirúrgico e Resgate Sobam, a picada dos escorpiões pode se manifestar apenas com um ardor local, vermelhidão na pele e dor na região. Em casos mais graves podem surgir vômitos, taquicardia, hipotensão, agitação ou sonolência. “As crianças estão mais sujeitas aos sintomas mais graves e a identificação do animal, se possível, é a melhor maneira de se fazer um diagnóstico preciso”, salienta.

Ele destacou ainda que é possível tomar providências em casa, pois, sabemos que os escorpiões são animais de hábitos noturnos e que se alimentam principalmente de grilos e baratas, portanto algumas medidas podem ser tomadas, como por exemplo, a colocação de telas em ralos, pias e protetores de porta; assim como limpar terrenos baldios; evitar lixo em casa; não deixar grama alta; olhar antes de calçar sapatos e botas; retirar entulhos e tijolos de casa e usar luvas de couro para manipular material de construção”, enumerou.

O médico orienta que, sempre que houver a suspeita de um acidente, é preciso encaminhar a vítima o mais rápido possível ao serviço médico. Sobre a prevenção o Dr. Alfredo enfatiza que os cuidados domésticos, principalmente entre os meses de dezembro e março são fundamentais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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