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Casos de violência sexual em Jundiaí aumentam 160% em janeiro

As ocorrências de estupro tiveram um aumento em janeiro, em Jundiaí (SP). Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), em janeiro de 2019 foram 13 casos registrados. Já no mesmo mês do ano passado foram cinco registros, aumento de 160%.

Somando os estupros, importunações e abusos, foram 20 casos registrados nos dois primeiros meses deste ano. Na média, o número é quase 70% maior que o registrado em 2018.

Uma das vítimas em Jundiaí conta que o abuso aconteceu dentro de casa. Ela foi vítima do avô.

“Eu tinha cinco para seis anos e eu sofria abuso do meu avô materno. Quando se é criança, a gente não consegue diferenciar tanto o que é carinho, o que não é, o que pode. Principalmente naquela época”, lembra.

Os casos de estupro aumentaram 13,5% em todo o Estado de São Paulo. Segundo dados da SSP, foram 1.071 registros apenas no mês de janeiro.

Segundo a polícia, a maior parte das vítimas é menor de 18 anos. Em casos de abuso sexual, o primeiro passo é procurar ajuda.

“A mulher, a partir do momento que ela sofre um abuso sexual, ela deve comparecer a uma delegacia e denunciar o ocorrido. Daqui ela já é encaminhada para a rede de proteção pelo hospital”, explica a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Jundiaí, Renata Yumi Ono.

Segundo a psicóloga Silvana Barbosa, pais, professores, familiares e amigos podem ajudar crianças que estão sendo vítimas de violência sexual. O fundamental é ficar atento aos sinais de comportamento.

“É o isolamento, agressividade, dores excessivas no corpo, dor de cabeça, até mesmo a ansiedade generalizada. Quando ocorre agressão física, violência física, tem as dificuldades de andar, de sentar, algum sangramento ou machucado.”

A polícia orienta que, identificando qualquer sinal de abuso, a vítima pode procurar uma delegacia ou fazer a denúncia pelo telefone ligando para os números 180 ou 100.

“Eu acho que as pessoas têm que denunciar. Na menor suspeita, disca lá o 100, é anônimo, é sigiloso e a gente tem que batalhar por elas, porque acontece muito e o abusador está dentro de casa”, completa a vítima.

(Fonte: G1)

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