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02 - Apresentação

Palestra ressalta importância dos primeiros mil dias para saúde a longo prazo

O evento faz parte da programação da Semana Mundial do Aleitamento Materno do Hospital Universitário. Atividades continuam até dia 07

Nesta sexta-feira, 03, cerca de 80 pessoas, entre profissionais de saúde, gestantes e interessados, participaram da palestra “Amamentação, a base da vida”, proferida pela médica pediatra e neonatologista Dra. Gleise Moraes Costa, no Hospital Universitário de Jundiaí (HU). O objetivo foi abordar importância da amamentação para evitar doenças futuras para mãe e bebê e os primeiros “mil dias de gestação”, que compreendem a gravidez e os dois primeiros anos de vida do bebê. “Hoje estamos vivenciando um resgate de hábitos, comuns entre nossos avós, como o consumo de ovos, batata-doce e outros do gênero. Os benefícios serão sentidos no futuro, pois esta conduta tem condições de promover alterações genéticas. Com o consumo do leite humano, ocorre o mesmo. Podemos mudar o rumo de nossa história e ter crianças com menos chances de desenvolver doenças como diabetes, hipertensão, obesidade e tantas outras”, declarou a médica.

De acordo com a Dra. Gleise, os “primeiros mil dias de gestação”, que compreendem os 280 dias propriamente de gestação, 360 dias do primeiro ano, e 360 dias do segundo ano, constituem o período de maior influência na vida de um ser humano, pois sua alimentação, ambiente em que vive e estilo de vida, tem um poderoso impacto na saúde e prevenção de doenças em curto e longo prazo. “Por isso, é importante estimular as crianças com brincadeiras, participar ativamente da vida dos filhos, manter o aleitamento materno se possível até os dois anos de vida e, principalmente, apoiar as mulheres que amamentam”.

A pediatra também abordou que é fundamental o apoio de governos, da sociedade civil e do setor privado à causa do aleitamento materno. “A ONU – Organização das Nações Unidas – elenca diversos benefícios, tais como redução de 40% do número de crianças menores de cinco anos com comprometimento estatural; redução em 50% de casos de anemia em mulheres em idade reprodutiva; diminuição de crianças com sobrepeso; aumento em 50% de mulheres que optam pelo aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida de seus bebês; e redução de 5% nos índices de desnutrição aguda”, enumera a médica.

Em casa, a médica diz que o exemplo da amamentação deve ser passado dos pais para os filhos. “Aquilo que se fala tem poder, mas o que a gente faz tem um poder muito maior, é o exemplo para os nossos filhos”, finaliza Dra. Gleise.

A palestra faz parte da programação do Hospital Universitário em comemoração à Semana Mundial de Aleitamento Materno 2018. No dia 06, às 14 horas, haverá um bate-papo entre gestantes e no dia 07, durante o encerramento, às 15 horas, o encontro de mães doadoras de leite humano e mães dos bebês receptores, o intuito é propiciar o encontro emocionante e a reflexão sobre a importância do leite materno para a vida dos recém-nascidos.

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