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Bolsonaro e hadadd

Polarização radical: Em meio a intolerâncias, Brasil vai às urnas para escolher o presidente neste domingo (28)

Eleições ocorrem neste domingo (28); São Paulo escolhe o governador

Em campanha polarizada, país registra agressões ligadas à discussão politica. A tendência é que os ânimos fiquem mais exaltados nessas eleições e que as pessoas briguem mais por causa do contexto polarizado. Na corrida pela presidência da república estão candidatos de posições ideológicas distintas. Fernando Haddad, do PT, e Jair Bolsonaro, do PSL que neste domingo, dia 28 de outubro disputam o segundo turno das eleições.

Desde o primeiro turno das eleições há relatos de intolerância política se multiplicam pelo Brasil. Boa parte dos relatos ocorre nas redes sociais. Quase sempre começam com ofensas e terminam em agressões físicas. O pior é que esta intolerância, muitas vezes esta dentro da própria casa, desunindo famílias e amigos em função da defesa de um ou outro candidato. A situação saiu da esfera de agressões virtuais nas redes sociais e chegou às ruas com agressões Esta incidência de casos de agressões físicas, nos últimos dias, em decorrência da polarização política, acendeu um sinal de alerta sobre o nível crítico que vem ganhando a disputa de segundo turno entre Bolsonaro e Haddad. Nas últimas duas semanas, o País tem registrado dezenas de episódios de violência cometidas em nome da intolerância política que vai desde o racismo, neonazismo, intolerância religiosa, homofobia, incitação de crimes contra a vida, entre outras. Relatos sobre agressão a gays e lésbicas e transexuais têm aumentado nas redes sociais, assim como demonstrações de intolerância política motivada pela escolha de candidatos por eleitores.

Um estudo da Fundação Getúlio Varga (FGV)mostra que os comentários sobre agressões por motivação política geraram 2,7 milhões de postagens desde que o segundo turno começou, contra 1,1 milhão nos 30 dias anteriores à eleição. Na opinião de cientistas políticos, o Brasil vive um momento atípico, no qual o ódio e a intolerância bem como o radicalismo político se naturalizaram e são, inclusive, utilizados como plataforma política. Os episódios de violência são explicitamente políticos, porque refletem a intolerância e causam preocupação. Este é o clima deste segundo turno das eleições presidenciais.

Em São Paulo

Desde 2002 que o Estado de São Paulo não elege seu governador em segundo turno. Há 24 anos no poder, o PSDB não é o franco favorito desde 1998 e vê sua soberania ameaçada. Por isso, tanto no primeiro turno, mas principalmente agora no segundo turno, a disputa está bastante disputada.

Doria e França 2

A estratégia dos candidatos ao governo de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) se baseiam no ataque. Nos debates, as propostas foram superadas pelos ataques, pois, enquanto João Doria insiste em associar Márcio França ao PT, o adversário reforça a tese de que o tucano não tem palavra e que traiu a população de São Paulo ao abandonar a prefeitura e tem repetido em suas redes sociais e entrevistas de que não apoia o Partidos dos Trabalhadores. Mas, a Executiva do partido aprovou no dia 9 de outubro, apoio formal ao ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

O auge desta disputa aconteceu esta semana com a publicação de um suposto vídeo intimo do candidato João Dória com várias mulheres em meio a uma orgia, já atribuído como montagem. Nas redes sociais, simpatizantes de ambos os partidos também trocam farpas sobre os candidatos.

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