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Dia Nacional do Trânsito: Motociclistas e pedestres são maiores vítimas de acidentes

‘Nós somos o trânsito’ é tema deste ano que objetiva a conscientização

Apesar de todos os esforços, os acidentes no trânsito, bem como as mortes ocorridas todos os anos ainda é uma preocupação. Motociclistas e pedestres ainda são as maiores vítimas. Todos os anos é comemorada no Brasil, a Semana Nacional do Trânsito que ocorre entre 18 e 25 de setembro, culminando com o Dia Nacional de Trânsito em 25 de setembro. Este ano, o tema da campanha é: “Nós somos o trânsito”. O objetivo é envolver diretamente a sociedade nas ações e propor uma reflexão sobre uma nova forma de encarar a mobilidade. Trata-se de um estímulo a todos os condutores, seja de caminhões, ônibus, vans, automóveis, motocicletas ou bicicletas, e aos pedestres e passageiros, a optarem por um trânsito mais seguro. Anualmente mais de 40 mil pessoas são vítimas de acidentes fatais. Isso mostra que temos muito a aprender. Nem com as campanhas anuais temos reduzido significativamente os acidentes e outras fatalidades. Porém, os responsáveis são tanto motoristas, quanto pedestres e até ciclistas, pois, ainda falta o respeito mútuo.

Segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), cerca de 90% dos acidentes são causados por falhas humanas – que podem envolver desde a desatenção dos condutores até o desrespeito às leis de trânsito. Excesso de velocidade, embriaguez e uso de celular ao volante são as três principais causas de fatalidades.

Segundo o Diretor Técnico do programa Movimento Paulista de Segurança no Trânsito,  Evandro Caramaschi, no Estado de São Paulo m 2017 foram computados 5645 óbitos registrados no trânsito. Este ano de janeiro a julho, foram 3087 vítimas fatais contra 3325 óbitos entre janeiro e julho de 2017, o que significa redução de -7,2%.  “Segundo as estatísticas do Infosiga- SP, 1 em cada 3 vítimas fatais estavam andando de moto. A moto é segura, mas depende da atitude do condutor. É necessário tomar certos cuidados para evitar problemas. “ Os atropelamentos, infelizmente, também são responsáveis por uma parcela significativa das fatalidades. Segundo o Infosiga SP, são 30% dos casos e os idosos estão mais sujeitos a esse tipo de acidente: 44% das vítimas têm mais de 60 anos”.

Ele destaca que um dos grandes problemas hoje no trânsito é o telefone celular, responsável por muitos acidentes. “O celular veio para facilitar a nossa vida, ninguém mais fica sem! Só que também é um grande problema no trânsito: em todo mundo, o número de acidentes causados pelo uso do celular ao volante tem aumentado e há estudos que indicam que esse comportamento é tão grave quanto beber e dirigi”, apontou. “Além disso, o celular não é problema somente para o motorista, mas também para o pedestre, que acaba andando na rua sem atenção. Uma pequena distração é o suficiente para causar um grande problema. Principalmente em travessias, guarde o celular”, concluiu em tom de alerta .

 

Educação no trânsito pode mudar o comportamento

A porta-voz do Grupo Tecnowise e especialista em saúde e segurança no trânsito, Roberta Torres, falou sobre o Código Brasileiro de Trânsito e para ela, infelizmente, a regra escrita por si só não assegura que os resultados esperados acontecerão. “Tivemos vários avanços com a criação do CTB há mais de 20 anos atrás. Mas, a aplicação da Lei não for exitosa, continuaremos a amargar dados estatísticos tão alarmantes como os atuais”, argumentou, destacando que a “Lei Seca”, por exemplo, evoluiu nos últimos anos. “Porém, já existem estudos que demonstram que alguns Estados não realizam a fiscalização – alguns não contam nem com bafômetro. E uma prova de que os resultados acontecem é que nos estados onde a fiscalização está presente (nestes casos específicos) ocorre naturalmente um processo de mudança de comportamento. Ou seja, quanto maior a chance de ser flagrado em uma Blitz da Lei Seca, mais as pessoas pensam se vale a pena correr o risco”, pontuou, observando que acredita na atuação da gestão do trânsito nos municípios. Aqueles que estão realmente comprometidos com a segurança viária conseguem resultados excelentes com um trabalho em conjunto da fiscalização, engenharia e educação. Sem esses três pilares, dificilmente conseguiremos bons resultados”.

Sobre as campanhas ela salienta que ajudam, mas é preciso que elas estejam alinhadas a outras ações, por exemplo, a melhor formação dos condutores. “Em minha opinião, a educação ideal seria aquela em que a criança receberia os conceitos de civilidade no trânsito de maneira transversal as disciplinas obrigatórias. Aos 18 anos esses alunos teriam todo o conceito de mobilidade humana e conhecimento dos seus direitos e deveres como cidadão no trânsito”.

Para ela, a falta de atenção é um dos principais motivos da violência no trânsito, pois, atualmente, levamos uma vida agitada que nos “exige” estar conectado o tempo todo. “Compreender que a tecnologia é sensacional, mas que existem limites na utilização para a nossa própria segurança é um desafio que os gestores de trânsito precisam encarar”.

 

 

 

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