Home / Brasil / Teleconsulta divide opiniões entre médicos
foto-54

Teleconsulta divide opiniões entre médicos

O diretor da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Edmir Américo Lourenço, a telemedicina é um assunto delicado que requer cuidados

A medicina, bem como a psicologia e outras terapias que antes eram realizadas exclusivamente entre o paciente e o profissional de saúde está ingressando no mundo virtual. Tanto a medicina, quanto a psicologia começam a utilizar recursos da videoconferência como formas de atendimento ao paciente. A medida está dividindo as opiniões: se por um lado pode ajudar pacientes em locais longe, por outro reduz a pessoalidade, quando profissional e paciente trocam informações.

A psicologia já utiliza este recurso através da resolução 11/2018, do CFP (Conselho Federal de Psicologia). Já a Medicina deve ter a regulamentação anunciada esta semana pelo Conselho Federal de Medicina com a Resolução 2.227/2018, que define e disciplina a telemedicina como forma de prestação de serviços médicos mediados por tecnologias. Com este sistema, os médicos brasileiros poderão realizar consultas online, assim como telecirurgias e telediagnóstico, entre outras formas de assistência à distância. A regulamentação entrará em vigor em três meses.

Na Europa, 24 dos 28 países membros também possuem legislação sobre teleconsulta. Destes, 17 permitem a consulta remota de forma plena e apenas três com restrições (emergências, áreas com carência de médicos, necessidade de primeira consulta presencial). Alemanha, Eslováquia e Itália ainda não permitem a teleconsulta.

O diretor da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Edmir Américo Lourenço, a telemedicina é um assunto delicado que requer cuidados, pois envolve pessoas e condutas. “Temos que ser cautelosos, uma vez que toda investigação de um caso clínico à distância tem suas limitações e implicações.”, comenta.

A Faculdade de Medicina de Jundiaí, que acaba de completar 50 anos e já formou  2720 médicos em sua história, ressalta que é importante olhar para o futuro e acredita na medicina humanizada, valorizando o ato médico através da interação com o paciente.  “Serão necessárias outras discussões sobre o tema com objetivo de manter a boa prática médica e a assistência de qualidade à população”, pontuou o diretor, ressaltando que essa resolução inicia o debate entre as entidades médicas e a sociedade em geral sobre este importante  e complexo tema, tendo em vista que este tipo de ação distância o paciente de seu médico e compromete a relação médico-paciente.

Segundo o relator da norma, Dr. Aldemir Soares do Conselho Federal de Medicina (CFM), independentemente da resolução, será exigida a primeira consulta presencial, sendo que o procedimento seguinte vai depender das condições do paciente e pode ser feita via teleconsulta. “O objetivo é colocar a assistência médica no país em sintonia com os avanços das tecnologias digitais e eletrônicas, hoje tão dinâmicas e presentes no cotidiano das pessoas”, destaca.

É possível conferir a resolução em sua totalidade no Portal do Conselho Federal de Medicina através do endereço http://portal.cfm.org.br .

Leia também

568d6a9abbc8f

CBF divulga tabela da 2ª fase da Copa do Brasil; Corinthians joga nesta quarta (20)

Com a definição dos quatro últimos classificados à segunda fase da Copa do Brasil na …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com