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Bandeiras 2018: Presidente dos Alimentícios espera um ano de muitas lutas

Edilson de Carvalho acredita que as reformas Trabalhista e da Previdência ainda sejam as maiores lutas

Com a expectativa de que 2018 seja um ano de muitas lutas, principalmente as que se referem ao ganho real para os trabalhadores e não apenas a reposição inflacionária, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentos e Bebidas de Jundiaí (SABEJ), Edilson de Carvalho, salientou que 2017 todos os sindicatos tiveram muitas dificuldades. “Nos governos anteriores sempre conquistamos aumentos reais, além da inflação, mas atualmente,  a luta é para conquistarmos pelo menos a reposição inflacionária e em 2017, teve categoria que nem isso conseguiu, destacou Edilson, observando que, com isso, houve muitos conflitos em relação aos preços altos e o INPC, que serve de base para a reposição salarial. “E o governo insiste em dizer que a inflação caiu, mas o que vemos nos mercados são os preços cada vez mais altos”, destacou.

Apesar das dificuldades, o presidente avaliou que para o setor alimentício teve um ano bom, com algumas empresas pagando o  PLR (Participação nos lucros e resultados). “Mas este ano, acredito em um período de dificuldades, pois, os trabalhadores já sinalizaram que vão lutar por 4,5%, para tentar um aumento acima da inflação”, explicou, mas alertou para o desemprego no segmento. “Em 2017, 2 mil e 600 trabalhadores, dos cerca de 12 mil que compõem o setor  perderam seu emprego. É assustador, pois, quando o desemprego chega no setor de alimentação, é porque os outros segmentos estão piores”, acrescentou.

Edilson lembrou que para este ano, os maiores desafios serão as reformas Trabalhista e da Previdência e que hoje, o reflexo da Reforma Trabalhista é que muitas empresas se afastaram e deixaram de homologar com o sindicato. “Muitas empresas estão fazendo banco de horas, trabalho intermitente e outras formas de acordo direto com os trabalhadores. “Entretanto, enquanto todos os itens da Reforma Trabalhista não forem homologados, seremos contra e vamos fiscalizar estes acordos, pois, as empresas têm de enviar ao sindicato, até o final de ano, a planilha com demissões”, explicou.

“Os maiores desafios deste ano serão as reformas Trabalhista e da Previdência”

Já em relação a Contribuição Sindical, que deixou de ser obrigatório, Edilson disse que são  vários os reflexos, inclusive no próprio Ministério do Trabalho, pois vão deixar de receber 1-% desta verba. “Com isso, as unidades do MT estão trabalhando precariamente”, argumentou o sindicalista.

Para ele, em nenhum momento o governo se dispôs a conversar com a sociedade sobre as reformas e vem impondo a todos. “Por isso temos de conscientizar a sociedade de que as reformas são nocivas e que é importante que o trabalhador participe de seu sindicato, para que seus direitos sejam garantidos. Porém, a grande luta está por vir e a Reforma da Previdência será a grande batalha este ano”.

“Mesmo com a reforma trabalhista, 95% dos trabalhadores ainda homologam no sindicato”

Por fim, Edilson pediu aos trabalhadores que fiquem atentos e quando houver movimentos nas ruas, que o trabalhador vá defender seus direitos. “O governo tenta convencer a população que a reforma é boa, mas na verdade, não é. E por isso temos que estarmos juntos: trabalhadores e sindicatos para que unidos, possamos ter mais força. Hoje, mesmo com a reforma trabalhista, 95% dos trabalhadores ainda homologam no sindicato e isso mostra que o trabalhador tem onde recorrer”, finalizou Edilson.

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