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Brasileiro sacrifica roupa e refeição fora de casa para gastar com celular

A maioria dos consumidores brasileiros cortaria despesas com alimentação fora de casa (53%), com compra de roupas (52%) e com academia (52%) para gastar com celular e operadoras, segundo levantamento realizado pela consultoria Oliver Wyman. Além do Brasil, a pesquisa também foi realizada no Canadá, nos Estados Unidos, na Espanha, na França, na Alemanha, na China e na Inglaterra.

O brasileiro parece dar mais importância para o plano de smartphone do que os consumidores de outros países, segundo Alessandro Jorge, sócio da Oliver Wyman no Brasil. “O brasileiro valoriza muito o celular. Para ele, a conectividade com as pessoas é extremamente importante, então o plano de celular acaba sendo também.” Para a elaboração da pesquisa, foram entrevistados 1.021 consumidores no país, entre agosto e setembro do ano passado. O resultado, porém, só foi divulgado agora.

Conforme mostra a pesquisa, o celular é mais do que uma ferramenta essencial aos brasileiros: 43% dos indivíduos disseram que o aparelho é parte indissociável de suas vidas e usam o telefone do momento em que acordam até a hora em que vão dormir.

Outro dado em que os brasileiros lideram, é o número de consumidores que gastariam com seus celulares, ao invés de guardar dinheiro para o futuro. Ao todo, 53% dos entrevistados se encaixam nessa categoria. O país é seguido por China (49%) e Estados Unidos (48%). O melhor desempenho é o da Alemanha, onde apenas 23% dos consumidores pertencem a esse perfil. Segundo a pesquisa, os mais jovens têm uma tendência ainda maior de priorizar despesas com o celular. No Brasil, 63% dos indivíduos com menos de 35 anos declararam estar dispostos a sacrificar um ou mais hábitos de consumo para garantir gastos com smartphones e contratos com operadoras. Entre os indivíduos com mais de 35 anos, o índice foi menor, de 44%.

Esse resultado pode ser explicado, em parte, pelo fato de o Brasil ser um país em desenvolvimento, segundo Jorge, da Oliver Wyman. “Países desenvolvidos já passaram por esse movimento forte no gasto com operadoras e celulares.”

Fonte: Veja

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