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Ciclone Kenneth mata 38 pessoas em Moçambique

O ciclone Kenneth, que atingiu a costa de Moçambique na quinta-feira (25), já deixou 38 mortos, e afetou mais de 168 mil pessoas, afirmou nesta segunda (29) o instituto de gestão de desastres do país, segundo a Reuters. O levantamento anterior havia indicado que cinco pessoas haviam morrido por causa do ciclone, que provocou tempestades e rajadas de vento de até 280km/h.

A velocidade do vento, maior que a do Idai, que chegou a Moçambique em março, causou acúmulo de chuva de 100 a 150 mm em 24 horas. A maior parte do estrago foi na cidade de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, no nordeste do país, a cerca de 2,5 mil km da capital, Maputo.

Voos de ajuda humanitária não puderam decolar, pela segunda vez nesta segunda-feira (29), por causa das fortes chuvas, deixando isoladas as comunidades em áreas remotas, que estão com poucos suprimentos depois da passagem do Kenneth.

Antes de chegar a Moçambique, o Kenneth atingiu a ilha de Comores, onde quatro pessoas morreram, segundo a ONU. A entidade informou que liberou US$ 13 milhões (cerca de R$ 51 milhões) em fundos de emergência aos dois países para custear água, comida, e reparos.

No sábado (27), o ciclone, já rebaixado a uma depressão tropical, foi “bloqueado” na província de Cabo Delgado, onde deve permanecer por “pelo menos dois dias”, de acordo com o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha).

O ciclone é o segundo que atinge Moçambique em menos de dois meses. O Idai, que chegou à costa do país em 14 de março, deixou mais de 600 mortos no país, ultrapassando mil em toda a região — Malaui e Zimbábue também foram atingidos. 700 mil hectares de plantações foram destruídos. A região da cidade moçambicana da Beira, a segunda maior do país, foi a mais atingida pelos ventos e pelas severas inundações. Milhares de pessoas ficaram desabrigadas.

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