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Como preparar o jovem para as profissões do futuro?

Num mundo cada vez mais globalizado e cominado pela tecnologia, o mercado de trabalho tende a ser cada vez mais exigente e seletivo e, quanto mais cedo a criança descobrir suas habilidades, terá mais chances. Com a evolução tecnológica, algumas profissões deixarão de existir e outras novas surgirão. A previsão é de que até 2025, um quarto dos empregos seja substituído por softwares ou robôs, de modo que a procura por profissionais na área de tecnologia tende a crescer significativamente nos próximos anos.

Segundo a pedagoga Janaína Spolidorio, as chamadas “profissões do futuro” surgem de dois fatores: necessidade e possibilidade tecnológica, uma vez que há uma grande variedade destas atividades que estão começando. “A partir do que precisamos e do que está sendo criado podemos ter uma noção de quais serão muito procuradas”, destaca, citando como exemplo,  operador de drone, agricultor digital, mediador de ética tecnológica, gestor de influenciadores, gestor de dados de internet das coisas, professor digital, designer de jornadas de realidade aumentada, advogado ligado a novas questões digitais. “A lista, na verdade, é imensa, e muitas dessas profissões podem se dividir em outras, conforme há o aumento de conhecimento do que ela é e as funções que deve agregar”, pontuou.

A pedagoga destaca também que o jovem costuma ter propensão a uma ou duas áreas em especial, mas primeiramente é preciso buscar o que há de novo na área em que quer atuar. “Em todas as áreas há profissões do futuro e é importante coletar o máximo de informações que conseguir sobre a área de interesse. Perceber que não há muita concorrência no mercado para estas profissões, por serem novas, pode contribuir para facilitar a entrada do jovem no mercado de trabalho e este é um fator interessante para sua decisão”, orienta.

Para que este jovem seja bem encaminhado, ela destaca a função dos pais e dos professores na percepção das habilidades e competências dos filhos e alunos e a partir de seus ‘dons’, propor cursos rápidos para melhor conhecer a área, quando possível, estimular a assistirem vídeos sobre o trabalho, trazer novidades sobre o assunto. “Desde cedo, as crianças têm preferências por determinadas coisas e elas indicam fortemente as aptidões. Há crianças que se interessam por outras línguas, há aquelas que gostam de fazer contas, há as que gostam de atividades esportivas. São de simples preferências que percebemos para qual área a criança tem tendência e é interessante estimular esses gostos, para que se tornem mais apurados, ou mesmo para saber se é mesmo uma aptidão ou algo passageiro”, argumenta. “As crianças que não tiverem muita habilidade no setor tecnológico diretamente, poderá escolher uma profissão na área de humanas ou biológicas. A única diferença é que pode ser que precise ter conhecimentos dos aparelhos ou tecnologia ligados à sua profissão”, concluiu.

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