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Córrego Bertioga: Chuva nova, problemas antigos em Várzea Pta.

Bastou apenas uma chuva acima do limite costumeiro para que a verdade sobre a obra do Córrego do Bertioga ficasse clara aos olhos do povo varzino. O que era um sonho tão esperado, principalmente para os moradores da parte baixa do córrego – av. Costa e Silva até a avenida Ipiranga e as primeiras ruas do Jardim do Lar – virou pesadelo.

A chuva torrencial na cidade na sexta-feira, dia 27 de novembro, por volta das 17 horas, durou aproximadamente uma hora, tempo suficiente para mostrar que mais uma vez o povo foi enganado com palavras e promessas pelo chefe do Executivo e pelo gestor de Infraestrutura, esse com o hábito de fazer cinco ou seis postagens diárias no Facebook sempre aparecendo trabalhando ao lado de seus subordinados.

Senhor Renato Germano, saiba que a função de um gestor é ser cabeça pensante para resolver problemas e não mão de obra. O senhor ganha muito bem para resolver problemas.

Muitas famílias, comerciantes e empresários perderam bens materiais. O que tem de ser dito é que foram gastos quase R$ 16 milhões num espaço de 1.150 metros, enquanto o córrego, desde sua nascente até a área da rede ferroviária federal, tem 3.200 metros, ou seja, as benfeitorias se resumem 35,9% do total.

Além dos locais acima citados, a Avenida Ipiranga, única via de escape dos motoristas para sair da avenida Fernão Dias Paes Leme no horário de pico, também ficou toda alagada e cheia de barro próximo à empresa Advance.

Bastou apenas a primeira chuva de verão para o gestor de Infraestrutura e seus ferrenhos seguidores deitassem falação que o povo de Várzea é porco e não colabora, jogando sujeira e até móveis, como sofás, no córrego. Neste ponto, o gestor pode até ter razão, mas a pergunta é: o que foi feito para tirar o sofá e os demais detritos de dentro do córrego?

Tenho o hábito de andar diariamente no entorno do córrego e posso garantir que, nos últimos três meses, teve dias que contei 12 funcionários e mais empresas contratadas pela Prefeitura sabe fazendo o que? Pintando o piso de azul, vermelho e amarelo, rebaixando guias, cortando mato para não invadir a pista de caminhada. Tem lugares ali que foram colocados ‘guard-rails’ duplos novinhos, enquanto alguns locais da marginal do Rio Jundiaí continuam sem.

Ficou muito bonito sim, mas e o custo disso?

Seria muito bom que o atual prefeito fosse lá num dia que estivesse fazendo bastante calor, como tem feito, para que pudesse sentir o mau cheiro crônico de esgoto, que afirmou ter erradicado 98%. Aliás, mais uma mentira desta gestão!

A temporada das águas está apenas começando. Como ficam as casas e comércios invadidos pelas chuvas? Agora, vem o senhor prefeito dizendo que vai dar uma ajuda de custo para os afetados.  Mais dinheiro vai sair dos cofres públicos por falta de um planejamento adequado (mas que fique bem claro que sou a favor de amparar as famílias atingidas).

Na verdade, a Prefeitura tem que resolver o problema definitivamente, afinal, foi contratada uma empresa especializada para tratar deste assunto. E, se não estou enganado, essa empresa foi contratada pelo senhor David Alexandre. Na época, o mesmo afirmou que o problema seria totalmente resolvido.

Até quando nós, os varzinos, vamos tolerar governos mentirosos que ficam realizando obras eleitoreiras para eleger seus sucessores e os problemas crônicos seguindo sem solução?

E tem mais? O atual prefeito disse que entregaria a cidade sem dívidas para o seu sucessor. No entanto, esta dívida já está na casa de R$ 114.446.197,92. Na ocasião, pedimos que o Executivo viesse para explicar a dívida, mas este não compareceu. Emprestou mais R$ 20 milhões para recapeamento asfáltico nas ruas da cidade. O que, na verdade, não é obra, é obrigação da prefeitura com o dinheiro pago pelo IPTU do contribuinte.

Aliás, por falar em dívidas, o prefeito foi notificado três vezes para comparecer à Câmara Municipal para que suas contas de 2015 fossem apreciadas, já que elas têm 17 apontamentos pelo Tribunal de Contas do Estado. No entanto, jamais compareceu. Por que será?

E mesmo com tanto dinheiro gasto para o recapeamento asfáltico, existe muito descontentamento em vários bairros. Na Vila Santa Terezinha, por exemplo, a rua Humaitá, que se inicia em frente à empresa Itnerol, não houve recapeamento neste trecho. Já o segundo quarteirão foi recapeado. O terceiro quarteirão, onde existe uma EMEI, não foi também. A avenida Brasil é outra que não foi recapeada, assim como também não foram a rua Farid Feres Sada,  a avenida Central e rua São Paulo também.  Outras foram parcialmente recapeadas.

Outro bairro que reclama muito deste problema é a Promeca, mais especificamente a rua Riscala Chacur , onde o gestor Renato Germano fala por meio de um  aúdio com o candidato a vereador,  Tisil, que não faria o recape do quarteirão onde mora o vereador Wesley Campos, porque o mesmo não compartilha dos interesses da população, e após o Jornal A Verdade ter publicado a conversa do gestor, no outro dia, o mesmo correu com sua equipe para finalizar o recape na rua para amenizar o escândalo.

Meus amigos, a cidade de Várzea Paulista tem 34,6 quilômetros quadrados em toda sua extensão. A chuva foi intensa por toda a cidade. No entanto, só causou estrago na região do córrego, na parte baixa, e no Córrego do Jardim Satélite, também muito baixo e que também carece de melhorias, principalmente na saída de água próxima à Prefeitura. Porém, o que mais chama a atenção é que, nos últimos meses, a cidade se resumiu a apenas 1.150 metros de obras na avenida Bertioga, inclusive tornando o gestor da pasta num herói, porque instalou uma fonte para tirar fotos, enquanto os moradores a 100 metros dali choravam suas perdas.

Uma brincadeira de mau gosto com os moradores da cidade.

Caro prefeito, o senhor e seus correligionários afirmam nos quatro cantos da cidade que o senhor foi o melhor administrador que a cidade já teve. Mas gostaria que apontasse para a população de Várzea uma obra que foi executada na sua gestão e que vai ficar para a história, além das promessas e mentiras.

Ernesto Francisco Musselli, morador há 64 anos em Várzea Paulista e fundador do Jornal A Verdade Regional, que circula há 16 anos na região

One comment

  1. Parabéns belíssima postagem condizente com o descaso público e o dispeedicio do dinheiro público. Para que se brinque de ser Eng.

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