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CRAS Norte de Várzea Paulista promove palestra sobre abuso sexual

Atividade faz parte da campanha nacional Faça Bonito, como um alerta, no mês em que se comemora o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes – 18 de maio

O CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) Norte promoveu, na tarde da última quarta-feira (31) uma palestra sobre abuso sexual. No encontro, mães assistidas pelo órgão, por meio do PAIF (Programa de Proteção e Atendimento Integral à Família), com alguns filhos, receberam informações sobre abusos sexuais familiares e orientações sobre como proceder nesses casos. Pela primeira vez, o equipamento sediou uma ação específica como parte da campanha nacional Faça Bonito, em razão do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes – 18 de maio.

A estudante de psicologia pela Faculdade Anhanguera de Jundiaí, Leticia Rattis, conduziu a primeira parte do encontro, na qual explicou de maneira bastante didática a questão da violência familiar. Um dos conceitos mais importantes foi a de família disfuncional. “É um núcleo familiar em que o ciclo de violência é rotineiro e acaba por tornar-se comum. Acaba por ser a origem de outras formas de violência”.

A palestrante também explanou que, muitas vezes, o abuso sexual dentro de casa, que provoca, entre outros malefícios, a vergonha em quem é abusado, acaba silenciado em nome de uma preservação da estrutura da família. “Algumas mães tomam conhecimento desse crime contra filhos, por parte do padrasto, por exemplo, mas se omitem por receio de causarem problemas para o companheiro”, relatou.

A assistente de gestão do CRAS Norte, Denise Nóbrega, também prestou importantes informações sobre o procedimento a ser adotado pelas famílias que eventualmente vivenciarem esses abusos. “O nosso órgão fornece todo o suporte a essas famílias, para elas procurarem o atendimento específico necessário, por parte do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social)”, informou.

Denise contou que as crianças também foram convidadas para a palestra, justamente para poderem identificar quando o contato feito por adultos é malicioso.

 

Envolvimento

Antônia de Oliveira, 39 anos, mora na Vila Real há dois anos, e se interessou pela palestra, por possibilitar-lhe uma benfeitoria. “Vim aqui para ter mais informações sobre o tema”.

 

Mobilização nacional contra os abusos

O dia 18 de maio foi instituído em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat (coalizão internacional de organizações da sociedade civil atuantes para a eliminação da exploração sexual de crianças e adolescentes), no Brasil. O evento foi organizado pelo Centro de Defesa de Crianças e Adolescentes (Cedeca/BA), representante oficial do órgão. No encontro, com a presença de entidades do país todo, surgiu a ideia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil. A data foi escolhida em memória a 18 de maio de 1973, quando a menina Araceli, de apenas oito anos, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média na cidade de Vitória (ES), crime que segue impune até hoje.

De autoria da então deputada federal Rita Camata – presidente da Frente Parlamentar pela Criança e Adolescente do Congresso Nacional -, o projeto foi sancionado em maio de 2000.

 

Desde então, a sociedade civil em defesa dos direitos das crianças e adolescentes promove atividades em todo o país para conscientizar a sociedade e autoridades sobre a gravidade da violência sexual.

A campanha Faça Bonito tem como símbolo uma flor, como lembrança dos desenhos da primeira infância, além de associar a fragilidade de uma flor com a de uma criança. O símbolo surgiu durante a mobilização de 18 de maio de 2009. O que deveria ser apenas uma campanha se tornou o símbolo da causa, a partir de 2010. Hoje, ela é uma ação do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.

Mais informações em http://migre.me/wIMWU.

 

 

Onde denunciar

O CREAS, que funciona junto do Crem (Centro de Referência da Mulher), e é um canal disponível para a realização de denúncias de abusos sexuais no ambiente familiar, funciona na Rua Arajá, 199 – Vila Tupi – Várzea Paulista. O espaço tem atendimento à população de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. O telefone é 4606-0437.

 

 

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