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Cresce o número de assaltos a motoristas por aplicativos em Jundiaí

Os assaltos a motoristas que trabalham por aplicativos têm assustado em Jundiaí (SP). O número de casos vem crescendo na cidade e as vítimas dizem que muitas vezes os bandidos agem com violência.

Oficialmente não existe uma estatística que aponte os números desse tipo de assalto, mas, segundo a Associação dos Motoristas por Aplicativos de Jundiaí, nos últimos 60 dias foram pelo menos 15 casos registrados.

Entre eles o de um motorista que preferiu não se identificar. Após a chamada de uma passageira, ele foi até o endereço indicado e lá encontrou três homens. Um deles disse que a namorada havia solicitado a viagem e que eles iriam até ela.

Uma mulher, que também prefere não ser identificada, trabalha como motorista por aplicativo há quase dois anos. Recentemente, quando estava indo buscar um passageiro, foi abordada por duas pessoas em uma moto, que anunciaram o assalto.

“Bateram no vidro do meu carro com o revólver e falaram que era um assalto. Levaram celular, minha habilitação, cartão de banco, as coisas que a gente tem que andar”, diz.

O presidente da associação, Djan Schettino, explica que muitos motoristas têm criado grupos de comunicação para trocar informações durante as viagens, inclusive com o monitoramento dos carros. Mas ele acredita que falta também, por parte das empresas, um maior cuidado no cadastro dos passageiros.

“Parece que a pessoa faz o cadastro e as informações não são cruzadas com CPF”, conta.

Depois dos assaltos, os dois motoristas passaram a mudar a forma como trabalham.

“Antes eu atendi várias pessoas sem olhar. Agora, não, eu evito certos lugares por conta desse risco”, afirma o motorista.

Normalmente esses casos são registrados como roubo de veículos. A Polícia Civil investiga a quadrilha desde o começo do ano.

“Tivemos cinco casos de roubos no começo do ano que conseguimos esclarecer. Prendemos um dos membros da quadrilha, recuperamos um veículo e a investigação segue”, explica o delegado Ruíter Martins da Silva.

O aplicativo 99 informou que pede para que todos os passageiros coloquem CPF ou cartão de crédito antes da primeira corrida para garantir que o serviço seja seguro.

A empresa informou que tem uma equipe formada por ex-militares, engenheiros de dados e psicólogos que trabalham para proteger motoristas e passageiros.

A operadora Uber, que também trabalha em Jundiaí, preferiu não falar sobre o assunto.

(Fonte: G1)

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