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Dermatologista é investigado após pacientes denunciarem abusos sexuais durante consultas no interior de SP

Um dermatologista de Jundiaí (SP) está sendo investigado pela Polícia Civil após sete mulheres terem registrado boletim de ocorrência contra ele alegando que foram vítimas de abusos sexuais durante as consultas.

Segundo a polícia, as vítimas denunciaram o profissional Paulo Cunha, de 71 anos, que também é professor da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Com as denúncias, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) apreendeu os computadores da clínica para fazer perícia.

O advogado de Paulo afirmou que não vai falar no assunto, que acredita na inocência e que quando o cliente for ouvido vai provar a inocência.

Uma das mulheres que registraram as queixas é uma jovem de 19 anos. Ela conta que faria um exame para analisar uma alergia nos pés e um tratamento de estrias que surgiram após a gestação, quando teria sido constrangida ao ter que tirar toda a roupa.

“Pediu primeiro que eu tirasse toda a roupa. Deitei de bruços. E aí que ele começou a passar a mão no meu bumbum, na minha coxa”, disse.

Ainda segundo ela, o exame do dermatologista passou para outra parte do corpo. Além disso, ele teria feito diversas perguntas íntimas.

“Pediu para que eu levantasse a blusa e o sutiã. Eu levantei e ele começou apalpar os meus seios”, detalha.

Outras seis mulheres procuraram a DDM com a mesma reclamação. Uma das pacientes, de 55 anos, afirma que passou por uma consulta há mais de 3 meses para tentar descobrir o motivo de uma coceira na pele.

Ela ainda afirma que passou por um exame visual e saiu do consultório sem um diagnóstico. “Começou a me perguntar qual era e como era minha vida sexual. Fiquei muito constrangida.”

Sindicância
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo afirmou que instaurou uma sindicância para apurar as denúncias. Em caso de indícios de infração ética, será aberto um processo.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia, que o médico é integrante, afirmou que confia na investigação da polícia.

Paulo Cunha é um médico conhecido na cidade com pós-doutorado no exterior e palestras pelo mundo. Em nota, a faculdade de medicina de Jundiaí informou que não tem nenhuma relação com as denúncias e que o médico é conhecido pela excelência do trabalho.

Por conta do sigilo, a polícia não pode falar sobre o caso. O suspeito ainda será ouvido na investigação.

A polícia ainda espera pelo resultado da perícia nos equipamentos eletrônicos apreendidos no consultório e deve marcar o depoimento do médico para concluir o inquérito.

(Fonte: G1)

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