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Enquanto Prefeituras esperam ajuda do Estado, motoristas seguem driblando buraqueira da Marginal

A avenida Marginal do Rio Jundiaí tem um total de 12 quilômetros de extensão em cada sentido, cabendo a cada município a manutenção e preservação do respectivo trecho. A Marginal é um problema histórico, com uma sucessão de buracos, asfalto remendado, falta de sinalização, placas de trânsito encobertas pelo matagal e uma pista sinuosa – e todos esses fatores, somados e multiplicados, fazem com que aquele local seja um campeão de acidentes de trânsito na região.

Os primeiros três quilômetros estão nos limites de Jundiaí. Depois, há seis quilômetros ‘varzinos’ e, por fim, os últimos três quilômetros já estão em Campo Limpo Paulista. Quem faz o percurso total, entre Jundiaí e Campo Limpo, percebe que há apenas cerca de 1,5 quilômetro bem cuidado (é um trecho de Várzea Paulista, que foi recapeado em 2018 graças a uma verba obtida junto ao Governo do Estado). É um trecho único, com asfalto íntegro, sinalização visível e vegetação aparada. Antes e depois, no entanto, o cenário é de terror. Há placas de velocidade encobertas pelo mato alto nos dois sentidos, assim  como alguns locais de passagem de pedestre estão com a pintura apagada no asfalto. Do lado direito, há trechos em que o mato está tão alto que encobre as grades que separam a pista da linha do trem. Do lado esquerdo, também há mato alto – e o guard-rail fica encoberto na maior parte do trajeto, seja indo para Campo Limpo Paulista ou para Jundiaí.

Em muitos trechos, a buraqueira ganha ares de cratera, com buracos medindo cerca de meio metro de diâmetro. Também há lombadas sem qualquer sinalização – um motorista que não conhece o local pode se acidentar se estiver em velocidade maior que os 60 km/h permitidos. E há, claro, os radares – instalados pelas Prefeituras, já que a via não pertence ao Estado.

Os problemas de manutenção da Marginal acompanham a própria criação da pista – uma via vicinal que não tem administração do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Mesmo assim, é para este órgão, ligado ao Governo do Estado, que recaem muitos dos pedidos de ajuda.

Em comum, a manutenção da Marginal reúne políticos de todos os partidos – e uma espécie de Frente Parlamentar chegou a ser criada informalmente, anos atrás, reunindo vereadores dos três municípios, em busca de ajuda para os problemas da via. Há cerca de dez dias, aliás, os presidentes das Câmaras Municipais de Jundiaí, Faouaz Taha e Diego Ito, se encontraram para discutir problemas comuns aos municípios. A Marginal, claro, estava na pauta.

A Prefeitura de Campo Limpo Paulista informa que “está protocolando junto ao DER pedido de recuperação total da via, com recapeamento e manutenção da base do asfalto, bem como a instalação e manutenção de guard rail e placas de sinalização.” O município também anuncia a volta da ‘Frente de Trabalho’ para ajudar na limpeza da Marginal (há 150 vagas abertas para maiores de 18 anos).

A Prefeitura de Jundiaí informa que “está em trâmite com o Governo estadual a liberação de R$ 3,5 milhões para a recuperação de pavimento, reforço na sinalização e implantação de guard-rail”. A Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte de Jundiaí informa, ainda, que “está vistoriando o local e providenciando a manutenção da sinalização dos pontos considerados críticos, uma vez que após recapeada, a sinalização de toda a extensão da via será refeita.”

A Prefeitura de Várzea Paulista não respondeu à reportagem e, portanto, não se sabe se a manutenção da Marginal faz parte dos planos do Executivo varzino.

 

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