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Especialista do Hospital Universitário (HU) de jundiaí explica sobre Diabetes em crianças

Dia 14 é comemorado o Dia Mundial de Combate a Diabetes. No Brasil, o número de chega a 12,5 milhões. No caso do tipo 1, que afeta principalmente crianças e adolescentes, o país ocupa o 3º lugar com maior número de casos, o que corresponde a mais de um milhão de brasileiros.

De acordo com a pediatra do Hospital Universitário, Maria de Fatima Valente Rizzo, o tipo 1 não tem cura, mas tem controle. A doença autoimune faz com que o sistema de defesa do corpo combata as células que produzem a insulina no pâncreas. Sem essa substancia para levar a glicose para dentro da célula, o açúcar na corrente sanguínea aumenta.

As razões pelas quais uma criança desenvolve diabetes tipo 1 não são totalmente compreendidas. Sabe-se, por sua vez, que existem fatores genéticos e ambientais que podem desencadear uma resposta imunológica, principalmente associadas a quadros infecciosos, levando à instalação abrupta da doença.

Altas taxas de glicose podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte. Como o diabetes tipo 1 afeta principalmente crianças e adolescentes é importante saber reconhecer os sintomas.

Sintomas do diabetes tipo 1

Por conta de todos esses fatores que envolvem a patologia, é importante que os pais e responsáveis aprendam a reconhecer os primeiros sintomas nos filhos. Maria de Fátima pontua que o primeiro indicativo é vontade frequente de urinar, fome excessiva, sede excessiva, emagrecimento além do normal, fraqueza, fadiga, nervosismo, mudanças de humor e náusea.

O que fazer após identificar os sintomas?

Ao desconfiar de que a criança está com algum dos sintomas descritos, é fundamental procurar auxílio médico para investigar a possibilidade da doença. Exames laboratoriais, como a dosagem da glicose, hemoglobina glicada e outros exames no sangue, são fundamentais para chegar ao diagnóstico.

A doença não tem cura, mas é possível viver bem ao ter todos os cuidados necessários. “A rotina da criança é 95% como das outras crianças, basta ficar atento com os 5% para que ela tenha uma vida normal”, orienta Maria de Fátima.

A dieta de uma criança com diabetes

A doutora ressalta que a alimentação deve ser saudável e rica em fibras. “As crianças e seus familiares devem ficar atentas aos carboidratos, carnes e doces e acompanhamento com especialistas. Elas não devem deixar de participar de atividades sociais que envolvam comida, como festas na escola, por exemplo. Mas são necessários bom senso e muita orientação”, reforça Maria de Fátima.

 

Convivência

É importante que o maior número possível de pessoas que convivem com a criança tenham noções dos cuidados com o diabetes tipo 1. O responsável pela criança deve fornecer o máximo de informação para a escola, colegas, pais de amigos e qualquer envolvido nas atividades diárias da criança. A informação sobre a doença evita muitos problemas, especialmente com relação a sintomas de hipoglicemia e seus cuidados, pois nesse caso a pessoa precisa agir com rapidez.

Trate o diabetes e seus cuidados diários da forma mais natural possível. Existem sempre adaptações a serem feitas e que normalmente afetam toda a família. É importante não crucificar nem a criança e nem seu cuidador direto. Todos devem participar e dividir os cuidados com a criança e deixá-la ser criança. Nada é proibido para a criança que tem diabetes. Não existe nenhuma atividade proibida. Elas podem fazer tudo, basta ter cuidado e atenção.

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