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Falta de informação: Doar órgãos depende da autorização da família

Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 40% da população brasileira não aceita doar órgãos de parentes falecidos com diagnóstico de morte cerebral

A questão da doação de órgãos é tão importante que na semana passada, nos Estados Unidos, foi realizada uma experiência com drones para que os órgãos sejam entregues mais rapidamente, uma vez que o fator tempo é essencial. No Brasil, até 1997 a lei federal estabelecia que todos os brasileiros eram, automaticamente, doadores de órgãos. Cabia, portanto, apenas à equipe médica o poder de definir se o paciente teria a possibilidade de doar seus órgãos depois de morto ou não. Em 2001 as regras mudaram, e a decisão passou para as mãos das famílias.

Em Jundiaí, existe uma comissão Intra Hospitalar de Transplante (CIHT) no Hospital São Vicente de Paulo que visa melhorar a organização do processo de captação de órgãos, bem comoidentificar melhor os potenciais doadores, promover entrevista familiar mais adequada e melhorar a articulação do hospital com a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) de São Paulo.

A enfermeira responsável pela CIHT, Thais Fernanda Rocha Santos, destaca que os brasileiros ainda têmdificuldade em aceitar a morte do familiar e por isso é preciso incentivar toda sociedade a falar mais sobre pacientes em morte encefálica (cerebral), o que resultaria num aumento da aceitação à doação. “Falar da temática frente a uma reunião familiar, faz com que deixe de ser um tema tabu e possibilita que seja conhecido o desejo de doação ou não de cada um”, destacou.

Como ser um doador

Existem dois tipos de doador.O primeiro é o doador vivo. Pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes, só com autorização judicial.O segundo tipo é o doador falecido. São pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

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