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Fernando Pasqualino e Nil se posicionam contra projeto de aumento de assessores de vereadores da Câmara de Várzea

Um dos assuntos tratados na Câmara Municipal de Várzea Paulista nas duas ultimas terças-feiras, dia 11 e 18 de abril, foi o projeto 02/2017 de autoria da Mesa da Câmara, que concede reajuste aos assessores parlamentares e outros cargos no quadro de pessoal do Legislativo, causando protestos durante as sessões por parte das pessoas que foram acompanhar os trabalhos.

Diante de tanta manifestação o projeto acabou retirado da pauta e um dos vereadores que se posicionou contra o PL foi Fernando Pasqualino. “É lamentável um projeto desta natureza, neste momento de crise que assola o País, cujo índice de desemprego é o maior de todos os tempos, onde empresas passam por dificuldades, e há demissões em todos os setores. Esta crise não poupa ninguém”, destacou, observando que o projeto é uma falta de sensibilidade. Na justificativa, alegam que não é aumento, mas sim, equiparação. “Como não é aumento? Pior ainda, um aumento mascarado! Então, sejam transparentes e falem abertamente que se trata sim, de aumento. Trata-se de um aumento de cerca de R$1500,00 num país onde grande parte da população ganha um salário mínimo, que hoje é de R$937”, lamentou.

Ao fazer as contas, o vereador enfatizou que R$1500 multiplicado por 11 assessores (um por vereador) dá um total de R$16.500 ao mês e multiplicado por 12, chega a R$198 mil ao ano. “Se levarmos em consideração o mandato, são R$800 mil. Precisamos de sensibilidade e bom senso, pois, o momento não é para aumento”, afirmando ser contra o projeto, uma vez que o mesmo não é benéfico para a sociedade. “Enquanto tivermos falta de medicamento e fila para exames na saúde não aprovarei aumento, seja de assessor, vereador, secretários ou do próprio  prefeito” e disse ainda “Se economizarmos este montante e se sobrar dinheiro na câmara melhor, assim poderemos aplicá-lo em outras áreas, como saúde e educação. O povo não aguenta mais estes privilégios para políticos no Brasil e em Várzea Paulista vou fazer o que puder para evitar estes abusos”, finalizou Pasqualino.

Outro vereador que se posicionou contra o aumento foi Claudenir Cassiano. Nil, como é mais conhecido, afirmou “Sei que os recursos destinados ao legislativo são independentes dos destinados ao executivo, porém, se conseguirmos economizar, conforme foi feito no mandato do presidente anterior, podemos devolver a verba ao prefeito e a prefeitura pode destinar o recurso para setores carentes.” E ainda explicou “O projeto também visa à adequação e atualização de cargos e salários de funcionários efetivos como motoristas, recepcionistas,  administrativo, etc. e nesta parte eu concordo, pois é necessário. Porém, de maneira pouco clara, o mesmo projeto prevê aumento salarial de 23% para os assessores dos próprios vereadores que são cargos comissionados, e é esse aumento que sou contra.”

 

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One comment

  1. Maria Leonardo Godoy

    Parabéns Srs vereadores Fernando Pasqualino e Claudenir Cassiano.

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