Home / Destaque / Guarda Ambiental de Várzea Paulista registra aumento de ocorrências com aves presas em linhas de pipa

Guarda Ambiental de Várzea Paulista registra aumento de ocorrências com aves presas em linhas de pipa

Casos aumentam nos períodos de férias, mas, o reflexo desta prática se arrasta durante o ano todo

 

Com uma atuação voltada ao atendimento a ocorrências envolvendo questões ambientais, que vão desde o combate a incêndios na mata, controle de enxame de abelhas e diferentes crimes ambientais, a Guarda Municipal Ambiental (GCMA ) de Várzea Paulista tem hoje um importante papel no resgate e amparo a animais feridos e uma das ocorrências que vem aumentando na cidade são os acidentes envolvendo animais, principalmente aves, presas em linhas de pipa com cerol e linhas chilenas. Em 2017, a Guarda Civil Municipal de Várzea Paulista atendeu cerca de 1.700 dos quais, 342 relacionadas ao meio ambiente, ou seja, um terço dos atendimentos em toda a cidade.

Segundo explicou o coordenador da GM Ambiental, Inspetor Afonso, apesar de todas as campanhas de conscientização e o fato de soltar pipa com cerol ser crime, uma das causas do aumento deste tipo de ocorrência se dá em função do desmatamento das áreas verdes, uma vez que, com o fim do habitat destas aves, as mesmas migram para áreas urbanas onde ainda restam vegetação em busca de alimentos e acabam vítimas destas armadilhas. “Este tipo de ocorrência, tem levado muitas aves a perderem partes do corpo, como patas e asas, causando a sua invalidez. “Em 90% dos casos, as aves apenas se ferem, mas muitas delas acabam morrendo por ferimentos mais graves”, destacou o GM, observando que os casos aumentam nos períodos de férias, quando jovens aproveitam o recesso escolar para soltar as pipas. “Mas, o reflexo das férias escolares se arrasta durante o ano todo, pois, muitas das pipas acabam ficando presas em árvores, postes e outros locais onde as aves frequentam”, salientou. “E o pior é que muitas destas linhas contem o cerol, uma mistura cortante de vidro moído e cola, que acabam por ferir as aves”, lamentou.

O inspetor explicou que entre os meses de setembro a março, as aves entram no período de reprodução e começam a procurar fontes de alimentação e acabam vítimas das linhas presas em vários locais. “Na última semana  resgatamos duas ‘maritacas’ que ficaram feridas por linhas de pipa com cerol. As aves estavam no telhado de uma casa no bairro Vila Popular a seis metros de altura e foram levadas para a base da GMA, no bairro do Mursa onde estão recebendo todo o tratamento”, contou Afonso. “Em razão do acidente, as duas estão com as patas machucadas e não poderão mais viver na natureza e terão que permanecer em cativeiro e serão enviadas para a Mata Ciliar, uma ONG (Organização Não Governamental) de Jundiaí”, concluiu.

Ele alerta para o fato do perigo que a linha com cerol representa não apenas aos animais, mas para a população como um todo, já que vários acidentes envolvendo motociclistas e crianças foram registrados nos últimos meses. Além de ocorrências envolvendo a rede elétrica. “Quem for pego comercializando, armazenando ou utilizando esse tipo de linhas vai responder criminalmente. No caso de menores, a GM apreende o material e o portador e comunica o responsável pelo menor”, explicou, enfatizando que a GCMA tem fiscalizado o uso das linhas usadas para soltar pipas. “A população pode denunciar o uso irregular de cerol e linhas chilenas através dos telefones 153 ou 0800 7700811. A ligação é gratuita e pode ser anônima”, frisou Afonso.

Leia também

Dia Mundial do Turismo: em Jundiaí o setor gera renda e movimenta a economia local

Em 27 de setembro é comemorado o Dia Mundial do Turismo e o Dia Nacional …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com