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Guardas municipais de Jundiaí pedem fim da cota de 10% para mulheres na chefia da corporação em Jundiaí

Guardas municipais de Jundiaí (SP) fizeram um abaixo-assinado pedindo o veto de um artigo da lei que destina cota mínima de 10% para mulheres em cargos de liderança na corporação, como inspetor e subinspetor.

Pelo menos 200 guardas assinaram o documento que pede mudanças no plano de carreira. A Guarda Municipal foi fundada em 1949, época em que só homens eram aceitos na instituição.

As mulheres entraram para a corporação 40 anos depois e, até hoje, continuam sendo minoria. Atualmente, dos 349 guardas na cidade, somente 38 são mulheres, não chegando nem a 10% a representatividade feminina na companhia.

A administração municipal informou que recebeu o abaixo-assinado e abriu uma investigação para apurar o pedido dos guardas.

“A prefeitura está apurando tudo isso através da corregedoria da Guarda Municipal, até para avaliar o que aconteceu e tomar as medidas cabíveis em relação a isso”, explica Simone Zanotello, gestora de pessoas da prefeitura.

A guarda aposentada Isis Regina Abreu é da primeira turma de guardas femininas de Jundiaí e trabalhou por quase 30 anos na segurança pública. Na época em que estava na ativa, chegou a ser subinspetora, mas diz que nunca sentiu-se respeitada pelos companheiros de trabalho.

“Cada relatório, cada comunicado que eu fazia não era levado a frente, já com qualquer outro subinspetor isso não ocorria. De um guarda era aberto um processo para apurar os fatos. Isis lamenta que a igualdade de direitos ainda tenha que ser garantida por uma lei. “Se não houver, jamais uma mulher acenderá cargo na Guarda Municipal”, diz.

Medida Incontitucional

A advogada Juliana Martins, integrante de um movimento feminista de Jundiaí, diz que o pedido feito por meio do abaixo-assinado é inconstitucional, uma vez que as vagas exclusivas para mulheres são determinadas por uma lei federal.

“Na prática, a gente vê uma desigualdade muito grande. Então tendo uma desigualdade, seja ela histórica, física ou por qualquer outro motivo, tem que ser tratada de forma diferenciada.”, afirma.
Fonte: G1 Sorocaba e Jundiaí

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