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Jundiaí registra 66 mortes no trânsito em 2018

Apesar dos esforços contínuos de educação para o trânsito e dos investimentos em sinalização horizontal e vertical, o número de mortes em acidentes de trânsito continua alto em Jundiaí: segundo o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito (Infosiga), 66 pessoas morreram em acidentes nas vias municipais e rodovias da cidade no ano passado, o que dá uma média de cinco a seis vítimas fatais por mês. “É um número que não podemos aceitar. Trabalhamos para reduzi-lo com ações de educação e engenharia, como, por exemplo, a implantação de 50 mil metros quadrados de sinalização em todas as regiões da cidade. Agora vamos intensificar o trabalho de fiscalização para coibir acidentes e diminuir as mortes”, comenta o gestor de Mobilidade e Transporte, Silvestre Ribeiro.

Do total de 66 mortes, 35 (53%) ocorreram em acidentes que envolviam motocicletas. Uma das explicações para esse alto índice, segundo o diretor de Trânsito da UGMT, Wlamir Lopes da Costa, é o grande número de condutores de motos que trafegam sem habilitação. “A falta de experiência e a imprudência também contam muito”, explica.

Se considerarmos somente as mortes em vias municipais, o número representa uma redução: foram 27 em 2018 ante 32 em 2017.  Há uma série de estudos que apontam a velocidade como principal fator de risco de mortes no trânsito. “Por isso, medidas de controle, como os radares, são eficientes. Sabemos que o radar não evita acidentes, mas numa colisão entre veículos com velocidades reduzidas o risco de morte é menor para os envolvidos”, destaca.

Segundo Silvestre, o estudo contratado no fim do ano passado para identificar pontos críticos que carecem de fiscalização na cidade foi concluído e está em fase de análise dos resultados.  “A empresa apresentou o relatório e estamos checando. O estudo aponta a necessidade de fiscalização, especialmente, no sistema viário principal da cidade, que é onde se concentra o maior número de acidentes”, diz o gestor.

Apesar de 66 ainda ser um número elevado de mortes no trânsito para uma cidade do porte de Jundiaí, os dados do Infosiga mostram queda de 31,25% na comparação com 2017, que registrou 96 vítimas fatais (rodovias e vias municipais). “É importante mencionar, no entanto, que o dado de 2018 pode sofrer alteração porque o Infosiga atualiza o relatório caso alguma pessoa venha a falecer no hospital posteriormente ao acidente”, completa Silvestre.

Sinalização

Em 2016, segundo a UGMT, cerca de 35 mil metros quadrados de sinalização horizontal foram implantados em Jundiaí, número que subiu para cerca de 50 mil metros quadrados em 2017 e em 2018. “Além de orientar os motoristas, a sinalização de solo é muito importante para aumentar a segurança dos pedestres, que estão entre as principais vítimas do trânsito, junto com os motociclistas”, comenta Wlamir.

Ainda de acordo com a UGMT, regiões de grande fluxo de veículos e pedestres, como, por exemplo, o Centro, a Vila Arens, o Vianelo e a Ponte São João, entre outras, tiveram a sinalização viária refeita no ano passado. Placas de regulamentação e advertência também foram instaladas em vários pontos do Município.

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