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JV 15 ANOS: Serra do Mursa, a inspiração

Quando nasceu em 2004, o Jornal A Verdade Regional criou um grande projeto editorial: a página Ecologia, que entre outras coisas, mostrava a beleza da natureza da região. Passados 15 anos, um destes patrimônios locais são os orquidários de Várzea Paulista. Na época a matéria dizia ‘Serra do Mursa’ essa maravilha de cenário. E foi a serra que inspirou o seu fundador Ernesto Francisco Musselli a criar o logotipo do jornal.

página JV

São 307 hectares (3 milhões e 70 mil metros quadrados) de área verde que podem ser avistados de qualquer ponto de Várzea Paulista. Deste total, 40% são de área de preservação ambiental, pura mata atlântica. Os outros 60% são de eucaliptos e pinos, área de reflorestamento. Tudo num cenário esplendoroso. A Serra do Mursa, que emprestou seus contornos para o logotipo deste jornal, é um orgulho para a cidade e a região, afinal, metade da área pertence a Campo Limpo. O local também recebe o carinhoso apelido de Serra do Elefante Deitado e o motivo é simples.

Basta olhar para a serra e observar que ela se parece mesmo com o simpático animal em seu momento de descanso. A Família Gut comprou cerca de 90% do terreno na década de 40 e ali se instalou. Atualmente, mantém uma cerâmica e uma olaria no local, que ainda é preservado com muito carinho pelos filhos e netos de Eduardo Gut, o patriarca da família. O caminho que leva à serra já proporciona um cenário maravilhoso e um ar da melhor qualidade. Talvez por isso, a rua Arnould Gut, com cerca de quatro quilômetros, seja um dos pontos prediletos dos varzinos para uma caminhada de início de manhã ou final de tarde.

Ao chegar na serra, é possível encontrar de tudo. Plantas exóticas, animais silvestres, um belo lago e algumas nascentes. Quem já andou por ali garante ter visto macacos bugio, jaguatiricas (um felino menor, mas parecido com a onça) e uma infinidade de aves, num colorido de provocar inveja a qualquer escola de samba. Por tudo isso, vale a pena conhecer esse colírio para os olhos que muitas vezes passa desapercebido para os moradores da região.

 

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One comment

  1. SOS Água do Mursa

    Esqueceram de falar da água no maior patrimônio ecológico de Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista, a Serra dos Cristais. Onde se localiza o morro do Mursa, que está incluido no cinturão verde do estado de São Paulo, pertecente a “Biosfera da Mata Atlântica”, mostra o descaso da população, incluindo orgãos públicos e vereadores ligados a especulação imobiliária da Várzea.

    A guarda ambiental é inoperante, o secretário do meio ambiente é fraco e não conhece a necessidade da preservação do local, aliás, ele não conhece nem o local a ser preservado. O alcaide, que é do Partido Verde, também é leigo quanto a esse assunto. Anterior a ele, os petralhas que comandaram a cidade só trouxeram a desordem e o colapso, com loteamentos próximos a área do morro. Importantes fontes de recursos hídricos onde estão as nascentes dos corregos do Mursa e Pinheirinho em Várzea, e dos corregos das Éguas, Mãe Rosa e Moinho, Em Campo Limpo Paulista, dependem da preservação do serrado de altitude do Morro do Mursa.

    A fauna e a flora local, mamíferos, repteis, insetos, anfibios e pássaros que dependem da preservação do serrado e da Mata Atlântica e por isso estão acuados. Nos finais de semana e feriados, dezenas de forasteiros começam a chegar a noite com drogas, bebidas, facões e machados. Árvores são cortadas pra virar fogueiras, eles são caipiras da região metropolitana da grande São Paulo que chegam de trem. Oportunistas de plantão de plantão que cobram essa gente para traze-lôs para o morro também.

    Áreas de amortecimentos estão sendo loteadas aleatoriamente, sem saneamento básico e com escrituras de gaveta por um ex político varzeano. O eucalipto que avança sobre a mata nativa, incendios criminosos, caçadores de pássaros e mamíferos e lixo sendo jogado na mata e nos corregos.

    Plantamos mudas de árvores, procuramos na mata e destruímos armadilhas, fazemos aceros, mas está difícil sem ajuda do poder público, que aliás, é tosco. Tem que acabar com os acampamentos urgente, mas o passeio para as famílias, os que praticam esportes, caminhadas, gente do bem, não devem ser privadas da beleza existente no local, que aliás são propriedades particulares das família Gut e Lemk. Essaúltima é a que mais se preocupa com a preservação do morro do Mursa.

    Obs: desde os primórdios da democracia, os “defensores do povo” pensam em si, sem medir as consequências de seus atos, incusive os secretos.

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