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Laudos apontam que Lara não sofreu violência sexual

Laudos encaminhados à Polícia Civil não detectaram vestígios de abuso sexual no corpo da adolescente Lara Maria Oliveira Nascimento, de 12 anos, encontrada morta no dia 19 de abril deste ano em uma área de mata de Francisco Morato, a cerca de cinco quilômetro da residência da menor, em Campo Limpo Paulista.

Também foi descartado qualquer uso de substância toxicológica para dopar a garota, que morreu por traumatismo craniano, segundo análise necroscópica. Quatro golpes, pelo menos, teriam causado os ferimentos fatais. O resultado dos exames sexológico e toxicológico foi confirmado nesta quinta-feira (19) pela Polícia Civil.

Wellington Galindo de Queiroz, 42, é o principal suspeito do crime e está com mandado de prisão preventiva decretado. Ele está foragido. Dono de extensa ficha criminal, que inclui delitos de tráfico de drogas, associação criminosa, crime contra o patrimônio e receptação, Wellington chegou a ser ouvido informalmente pouco tempo depois do crime e se negou a comparecer à delegacia.

Decidiu, então, desaparecer e abandonou o carro, um Peugeot prata, com o qual foi visto nas imediações de onde o corpo foi encontrado. Na ocasião, imagens de uma câmera de segurança revelaram que ele parou no local, desceu e olhou para todos os lados, além de levantar o banco do motorista e aparentar mexer em algo no banco traseiro. O veículo foi apreendido e passou por análise. De acordo com a polícia, apesar de terem sido encontrados sinais de limpeza dentro e fora do automóvel, foi possível constatar no Peugeot a presença de uma substância encontrada sobre o corpo de Lara (cal).

O material, segundo as investigações, foi jogado para ocultar o odor de decomposição do cadáver. Durante as investigações, a polícia local chegou a pedir apoio à Civil da Paraíba e Pernambuco, estados para onde acreditava que o acusado tivesse fugido. Ele também teria passado no dia 23 de março em São Bernardo do Campo, onde tem família.Segundo a delegada Ivalda Aleixo, da Divisão de Capturas do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), a suspeita é de que parentes estariam ajudando o acusado a se manter escondido.

Para identificá-lo, a polícia teria analisado mais de cinco mil imagens.

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