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Lojistas esperam aumento de até 20% nas vendas em artigos de Carnaval

As vendas de artigos de Carnaval estão movimentando o comércio sazonal em Jundiaí. Lojas que trabalham com fantasias, maquiagens e adereços esperam aumento de 15 a 20% nas vendas em relação ao mesmo período de 2018. “Este ano a procura já começou há um mês”, conta a empresária Renata Capitani. “Já estamos comemorando porque o movimento está bem melhor do que ano passado. A nossa expectativa é de 15% a 20% de crescimento nas vendas”.

Segundo o diretor da Associação Comercial Empresarial de Jundiaí (ACE Jundiaí), Pedro Braggio, a expectativa dos comerciantes para o período de Carnaval é animadora diante do cenário nacional no varejo, que fechou 2018 com crescimento abaixo do esperado. “Este aumento de vendas, apesar de ser por produtos sazonais, vai ajudar a ‘puxar’ as vendas do mês”, diz.

Segundo ele, a perspectiva para os próximos meses é mais alentadora em função da forte recuperação da confiança do consumidor, que em janeiro atingiu 104 pontos no Índice Nacional de Confiança da Associação Comercial de São Paulo, o melhor resultado desde maio de 2015. “Para 2019 também esperamos menor inflação o que, em conjunto com o maior crescimento da atividade e da geração de empregos, apontaria para uma retomada mais intensa das vendas do varejo.”

 

Tributos

Os mesmos artigos que estão ajudando a movimentar as vendas do comércio são os com altas cargas tributárias. Os foliões que comprarem um pacote de confete ou serpentina no valor de R$ 10, vão desembolsar R$ 4,38 só de impostos ― a carga tributária embutida no preço desses produtos é 43,83%. A informação é de levantamento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que detalha os tributos incidentes sobre itens típicos do Carnaval.

Bastante consumidas nesta época, a caipirinha e a cerveja estão no topo do ranking, com tributações de 76,66% e 55,6%, respectivamente. Outros produtos que chamam atenção são colar havaiano (45,96%), spray de espuma (45,94%) e máscara de plástico (43,93%). O item menos tributado do ranking é o preservativo (18,75%), por uma questão de saúde pública, o que o faz ser isento de ICMS e IPI. O levantamento foi encomendado pela ACSP ao Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Segundo o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, a elevada tributação dos produtos consumidos no Carnaval deve-se ao fato de muitos serem considerados bens supérfluos, maléficos à saúde ou de luxo, pelo legislador. “Também devemos nos atentar para a realidade de que no Brasil a tributação é muito concentrada no consumo, o que eleva os preços dos produtos ao consumidor final e, muitas vezes, impede que este consuma mais e melhor”.

A arrecadação federal pode ser acompanhada no painel do Impostômetro instalado na sede da ACE, à rua Rangel Pestana, 533.

 

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