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Mãe suspeita de abandonar recém-nascido às margens da Anhanguera vai passar por avaliação psiquiátrica

A mulher que foi presa suspeita de abandonar o filho recém-nascido na Rodovia Anhanguera, em Jundiaí (SP), logo após dar à luz, vai passar por um exame psiquiátrico para verificar se ela estava em “estado puerperal”, um conjunto de alterações físicas e psicológicas em razão do parto.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe recebeu a informação de que havia um recém-nascido abandonado em uma sacola, ainda com o cordão umbilical, na rodovia. As equipes foram até o local e encontraram uma menina com poucas horas de vida. O bebê chegou a ser levado para o Hospital Universitário, mas não resistiu.

A jovem, de 21 anos, vai responder pelo caso em liberdade, já que não há comprovação de que o bebê tenha nascido com vida e de que ela tenha praticado algum ato de violência contra ele.

Segundo Fábio Sorge, Defensor Público e advogado de defesa da mulher, ela estava internada e recebeu alta na segunda-feira (29). A jovem afirma que não sabia que estava grávida.

De acordo com o relato dela ao advogado, a jovem não teve os sintomas da gravidez e, inclusive, continuou menstruando normalmente. Ela passou a sentir dores na barriga e nas costas e chegou a procurar um médico, que também não constatou a gravidez.

A jovem afirmou ainda que, no dia do nascimento, foi ao banheiro e, ao urinar, o feto nasceu. Ela disse que a criança já nasceu sem vida e que chegou a chacoalhar o bebê para que ele chorasse, mas nada aconteceu.

Em seguida, segundo o relato, ela ficou desesperada e colocou o corpo em uma sacola, levando o bebê até o local onde foi encontrado. Fábio também disse que a mãe e familiares sofreram diversas retaliações nas redes sociais.

O laudo psiquiátrico já foi deferido pela Justiça e deve ser marcado nos próximos dias. A Polícia Civil continua investigando o caso.

Prisão
Após encontrarem o bebê abandonado, os policiais localizaram a mulher. Questionada, ela demonstrou nervosismo e negou o crime, até mesmo a gravidez, mas entrou em contradição em vários momentos e foi presa.

A mulher e os pais dela foram levados ao Plantão Policial, onde a ocorrência foi apresentada. Todos foram ouvidos e apresentaram versões conflitantes sobre o caso.

O delegado pediu o exame físico e ginecológico, que constatou sinais compatíveis com a gestação e parto recente.

Com o resultado, o delegado registrou um boletim de ocorrência de homicídio e ratificou a voz de prisão em flagrante.

(Fonte: G1)

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