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Marli Ramos conta como melhorou as finanças de Várzea Paulista

Ela é a gestora municipal de finanças e atua na área há mais de 20 anos

A partir desta semana, o Jornal A Verdade Regional estará publicando semanalmente uma série de reportagens com os homens e mulheres que administram as cidades juntamente com o prefeito. São os gestores municipais. Normalmente, pessoas da mais alta confiança do Executivo e que tem a missão de gerir os recursos públicos nos diferentes setores, como Educação, Saúde, Obras, Finanças, Infraestrutura, entre outros.

E para iniciar a série, o JV conversou com a gestora municipal de finanças de Várzea Paulista, Marli Ramos. Nascida e criada em Várzea Paulista, ela diz se orgulhar de poder trabalhar pela cidade ao lado de uma equipe de gestores comprometidos com o município.

Jornal A Verdade Regional -Há quanto tempo atua nesta área de economia e finanças?

Marli Ramos – Sou técnica em Ciências Contábeis e atuou no serviço público na área de finanças desde 1988. E já trabalhei para a Prefeitura de Várzea Paulista desde a gestão do prefeito Clemente Manoel de Almeida. E neste tempo todo que venho atuando, passei por outras prefeituras da região como Jarinu e Francisco Morato, que me deu muita bagagem para atuar no setor público.

JV Regional – Neste período o que mais te marcou profissional e particularmente?

Marli –Neste tempo que venho trabalhando neste setor de finanças, que por sinal é um dos mais complexos, tenho percebido que a população e a sociedade como um todo vem evoluindo no que se refere a cobranças e as exigências. Isso em função da disponibilidade de informações. Posso dizer que o cidadão de hoje é muito diferente e mais confiante dos de vários anos atrás, quando assumimos a gestão e isso aumenta a nossa responsabilidade. Entretanto, apesar desta cobrança mais intensa, a sociedade ainda não tem o hábito de acompanhar as audiências públicas para saber onde serão aplicados os recursos dos impostos que eles pagam. E muitos nos cobram sem saber a realidade administrativa da cidade e as audiências são uma possibilidade do contribuinte falar com o gestor.

JV Regional – Quando chegou nesta administração, como era a realidade e como se encontra hoje?

Marli –Quando assumimos, ao nos depararmos com a realidade da situação, levamos um susto maior do que imaginávamos com um déficit de quase R$70 milhões para com os fornecedores, fundo de previdência, dívidas em curto prazo, entre outras. Diante disso tivemos que escolher as prioridades para que o município não parasse e tomar decisões que com certeza iriam impactar a cidade: ou pagávamos dívidas antigas, desde 2008 ou fazia a cidade andar no básico, resolvendo o problema da coleta de lixo, que havia sido paralisada, acertar as contas do hospital, comprar de remédios, merenda escolar…Foram decisões difíceis, talvez tecnicamente não seriam as melhores, pois sabíamos que estávamos deixando alguma coisa para trás que teriam repercussões negativas, mas eram opções que tínhamos que resolver, como foi o caso do lixo e questões de saúde.

A partir desta reestruturação começamos a engatinhar e à medida que iam dando resultados, íamos replanejando as ações. Tivemos que fazer muitos acordos de parcelamento das dívidas e isso nos deu um respiro para outras ações. E no final de 2015 criamos o Fundo Municipal de Adimplemento que possibilitou quitar dívidas com fornecedores, sanando muitas dívidas antigas da prefeitura.  Outros que se sentiram prejudicados foram a justiça comum. Depois deste período, a situação começou a melhorar e em 2018 com a economia mais estável, nos possibilitou ter um bom desempenho até por volta de setembro, quando historicamente toda receita tem uma queda. Mas, ainda assim, no final de novembro de 2018, começou a melhorar e já em dezembro colocamos tudo em ordem, com as nossas contas no azul, pela primeira vez.

“Nascida e criada em Várzea Paulista, ela diz se orgulhar de poder trabalhar pela cidade”
“Nascida e criada em Várzea Paulista, ela diz se orgulhar de poder trabalhar pela cidade”

Claro que não é possível afirmar que está 100% tranquilo, pois a medida que você oferece mais serviços a população, as despesas aumentam. Mas de uma maneira geral a nossa situação está mais equilibrada e com um planejamento mais consciente do nosso orçamento e das finanças em si.

JV Regional – Quais foram as maiores dificuldades para vencer o desafio de deixar as contas do município em dia?

Marli –Nossa expectativa é de tentar manter este equilíbrio até o final da gestão até em função de tudo que planejamos. Porém, tivemos muitas dificuldades, entre elas, uma receita que não supria as necessidades do município, obrigando os gestores negociar e se adequar com o que tinham. Mesmo com toda experiência, o mais difícil foi administrar todos estes problemas iniciais para chegar ao equilíbrio financeiro e até político.

JV Regional – Como é trabalhar com o prefeito Juvenal?

Marli – Conheço o prefeito desde o tempo de escola e posso dizer que ele é uma pessoa muito ponderada quer pessoalmente, quanto profissionalmente. Porém, é um gestor bastante exigente, mas entende a realidade e possibilidade de cada gestor e suas limitações de atuação em função da realidade financeira da cidade.

“A sociedade vem evoluindo no que se refere a cobranças e isso aumenta a nossa responsabilidade”
“A sociedade vem evoluindo no que se refere a cobranças e isso aumenta a nossa responsabilidade”

JV Regional – Uma das diferenças é que atualmente sua unidade gestora tem atuado juntamente com o Planejamento e Inovação. Como é esta parceria e quais os benefícios?

Marli – Tem sido uma atuação bastante favorável porque existe um compartilhamento de ações. O planejamento é muito complexo e quando as unidades gestoras trabalhavam em separado sempre havia uma brecha e hoje, quando tenho algum problema encaminho para a unidade de planejamento e eles buscam uma solução mais viável, inclusive o caminho jurídico e com isso possibilita que eu tenha mais tempo para administrar a pasta.

JV Regional – Considerações finais!

Marli – É uma cidade que tem muitos problemas, sabemos disso. Mas é um lugar que eu amo e tenho maior apreço pela maneira como a administração tem conduzido as ações e posso dizer que, assim como eu, outros gestores também conhecem os problemas e o fato de morarem na cidade faz da ação de administrar, uma relação de comprometimento com os moradores. Isso é gratificante ver que são na maioria, filhos da cidade que estão buscando trabalhar para termos uma cidade melhor.

 

 

 

 

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