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Menino de 13 anos com leucemia inspira campanha de doação de medula óssea em Jundiaí

Mesmo com o aumento no número de transplantes de medula óssea nos últimos dois anos, muita gente ainda aguarda uma oportunidade de encontrar a cura. Aos 13 anos, um morador de Jundiaí (SP) inspirou uma campanha incentivando a doação.

Mais do que a falta de cabelos, o boné, aliado à timidez, esconde a força que Luís Felipe dos Santos tem para encarar uma batalha pela vida que já dura mais de dois anos.

“Eu estava bem cansado no dia. Eu fui para a igreja e, quando eu voltei, eu não conseguia mais andar direito. Aí a minha madrinha ligou para a minha mãe. Aí eu e minha mãe fomos para a minha casa pegar algumas coisas para ir direto para o hospital”, conta.

Depois de muitos exames, os médicos, a família e o próprio Felipe descobriam que a leucemia era a causa de tudo. Doença que ele passou a conhecer durante o tratamento. “É um câncer de sangue que tem cura”, continua.

A cura é a parte mais importante de toda a história, mas o caminho para ela depende de outras pessoas, no caso, doadores de medula óssea. Foi aí que a dona de casa Luciana Cavalheiros entrou na história.

“Eu conheci ele o ano passado e desde então a gente está nessa luta com ele. Infelizmente, a mãe e os irmãos têm 25% de compatibilidade. Então, estamos tentando agora gente de fora para ver se a gente consegue alguém com 100% de compatibilidade, que é o que ele está precisando hoje”, explica.

As redes sociais foram uma das formas que Luciana encontrou para sensibilizar e fazer com que mais pessoas se tornem doadoras de medula óssea, facilitando assim o encontro de alguém compatível com Felipe.

No Brasil, o número de transplantes de medula cresceu 12% nos últimos dois anos. Em 2017 foram 2.388 e no ano passado 2.684. Em 2019, até março, 64 transplantes foram feitos no estado de São Paulo e, claro, Felipe quer entrar nessa lista.

Enquanto espera um doador compatível, o garoto segue o tratamento, que, além de manter viva a chance de cura, dá para ele uma melhor qualidade de vida.

Pelo menos duas vezes por semana, em média, ele vai até o Grendacc, hospital que fica em Jundiaí e é referência no tratamento de pessoas com câncer.

No local, ele recebe medicamentos, transfusões de sangue e passa também por sessões de quimioterapia.

A oncologista pediátrica Silvana Forsait explica que Felipe já teve algumas recaídas durante o tratamento, por isso a indicação do transplante. Campanhas para encontrar um doador devem ajudar não só a dele, mas muitas outras histórias parecidas no mundo todo.

“O banco de medula é internacional. Essa informação é trocada via sistema o tempo todo para a gente salvar os pacientes”, comenta.

“Está todo mundo se sensibilizando com a história dele, que as pessoas queiram ajudar ele cada vez mais”, completa Luciana.

Neste sábado (30), será realizada em Jundiaí mais uma campanha de doação de medula óssea na escola Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, na Rua do Retiro, 680. O horário é das 9h às 13h.

(Fonte: G1)

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