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Mulheres têm de lutar luta contra diferentes formas de assédio

Um deles é a importunação ofensiva ao pudor, como cantadas e contatos indesejados, comum nos dias de hoje

 

 

Comemorado há mais de cem anos, uma vez que foi comemorado pela primeira vez em 1909, o Dia Internacional da Mulher deste ano ganha um ingrediente a mais: a luta contra o assédio  em suas diferentes formas, quer seja o sexual, no ambiente de trabalho ou apenas a importunação ofensiva ao pudor (Art. 61 da Lei das Contravenções Penais – Decreto Lei 3688/41). Esta é mais comum no dia a dia, como assobios, comentários de viés sexual, olhares e até mesmo contato indesejado são considerados crimes pela Constituição. Em geral, enquadram-se como importunação ofensiva ao pudor. Esses casos se referem ao assédio verbal, ou seja, cantadas e ameaças, mas que também constrange e causa traumas á mulher. Se comprovada e prática, os autores são condenados e multados. Além é claro, das manifestações por direitos, igualdade e justiça, bandeiras que há um século vem sendo empunhada, juntamente com a luta contra a violência e discriminação para com as mulheres. Mais do que física, a violência abrange abusos sexuais, psicológicos, morais e patrimoniais.

A pesquisadora do Instituto de Pesquisa Aplicada da Mulher (Ipam), Tânia Fontenele, explica que é importante destacar a noção de que esses comportamentos são desrespeitosos e não confundir com elogios. “Na nossa cultura, essa atitude já está tão naturalizada que as pessoas fazem como se não fosse nada. Não importa a roupa que você esteja vestida, essa postura é absolutamente detestável e não podemos admiti-la”, ponderou a especialista.

Neste contexto, ainda que o Dia Internacional da Mulher seja sempre uma oportunidade para refletir sobre estes problemas é necessário transformações sociais e de e medidas concretas para a igualdade.

No trabalho é onde elas se sentem mais assediadas e pesquisa realizada pela Workana, plataforma de trabalho freelance com atuação em toda a América Latina. O estudo foi realizado com 1.500 brasileiras e, de acordo com o levantamento, cerca de 90% das mulheres sentem que os homens são mais respeitados no mercado de trabalho.

Quando o assunto é assédio, o Brasil apresenta números alarmantes: 48,4% das mulheres já se sentiram perseguidas por algum homem do trabalho, enquanto 28,8% deixaram de denunciar algum abuso sofrido por medo de serem demitidas. Questionadas sobre algumas situações desagradáveis no ambiente profissional, 40,3% das entrevistas afirmaram ter sofrido assédio ou abuso de uma autoridade, 38,3% notaram discriminação ou preconceito e 19% sofreram com assédio sexual. Além disso, 17% sentiram desconforto antes mesmo de começar no emprego: os casos foram logo na entrevista. Grande parte das mulheres entrevistadas têm entre 21 e 40 anos (75%), são solteiras (54,7%), não têm filhos (76%) e possuem Ensino Superior completo (36,7%).

 

Violência

Segundo últimos dados fornecidos pela Organização Mundial da Saúde a taxa de feminicídio no Brasil é de 4,8 para 100 mil mulheres. O Mapa da Violência sobre homicídios entre o público feminino mostrou que o número de assassinatos de mulheres negras ou pardas cresceu 54% nos últimos anos. O mapa traz ainda a informação de que o número de estupros ultrapassa 500 mil por ano; e nos casos de assassinatos, 55,3% foram cometidos no ambiente doméstico, sendo 33,2% dos assassinatos, cometidos por parceiros ou ex-parceiros. Mesmo com a promoção de diversas campanhas, inclusive em esfera Federal, para o enfrentamento à violência contra as mulheres, como a Campanha Justiça pela Paz em Casa (que foi criada em 2015 – destinada à promoção de uma melhor prestação jurisdicional, num esforço concentrado no julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres), o que vivemos em nosso país, ainda são números muito significativos de violência, e de reincidência, que ainda mantém o Brasil na quinta posição entre os mais violentos contra o sexo feminino no mundo.

 

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