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Operação Ouro Verde: relatórios mostram mensagens entre ex-secretários de Várzea Paulista e diretor da Vitale

A Operação Ouro Verde, que tem investigado esquemas de corrupção na saúde de Várzea Paulista, ganhou um novo capítulo. A reportagem da TV TEM apurou e divulgou os relatórios que mostram a troca de mensagens entre ex-secretários municipais de Várzea Paulista e diretores da Vitale, empresa que administrava hospitais da cidade.

Para os promotores, as mensagens significam uma combinação para recebimento de propina. A Vitale administrava um contrato de R$ 14 milhões.

Para comprovar o pagamento da propina, os promotores relacionaram uma planilha financeira na qual é dada a saída do dinheiro da empresa. São duas parcelas de R$ 40 mil e outras mensais de R$ 8 mil.

Em novembro de 2017, na primeira fase da operação, foram apreendidos manuscritos na casa de Daniel Camara, um dos responsáveis pela Organização Social (O.S.) Vitale, que fez delação premiada. Uma das anotações mostra contas para o pagamento da propina e indica Várzea Paulista.

Na delação feira aos promotores do Gaeco de Campinas, o empresário Camara explica que, pouco antes da assinatura do contrato entre a O.S. Vitale e a Prefeitura de Várzea Paulista, foi chamado pelo Secretário de Inovação e Planejamento, David Alexandre Silva, e ouviu dele que “deveriam acertar as coisas, porque senão seria cancelada a licitação”.

Essa primeira reunião, segundo Camara, foi no consultório dentário da então Secretária da Saúde, Mônica Rodrigues de Carvalho. Após o início da investigação, os dois secretários foram exonerados.

Investigação

A Organização Social Vitale começou a trabalhar em Várzea Paulista em agosto de 2016. Um contrato superior a R$ 14 milhões por ano.

De acordo com investigações do Ministério Público, os diretores da Vitale contratavam, de fachada, uma empresa para prestar consultoria técnica. Desta forma, desviavam dinheiro público da Saúde para abastecer o esquema criminoso de propina.

Em abril de 2017, uma conversa no aplicativo apontava a possibilidade do contrato ser ampliado em Várzea Paulista. Mônica queria levar uma proposta para gerenciar a unidade de doenças mentais para análise do prefeito Juvenal Rossi.

Em novembro de 2016, Mônica fala de uma possível parceria entre a empresa Vitale e a Prefeitura de Cajamar.

Em nota, o advogado da ex-secretária de Saúde, Mônica Carvalho, disse que não houve nenhum pagamento em dinheiro para a cliente dele. Sobre os encontros dela e o diretor da Vitale, ele diz que foram apenas para tratar de assuntos legais e profissionais.

O ex-secretário de Inovação e Planejamento, David Alexandre, disse que é inocente e que isso será mostrado no decorrer das investigações.

Sobre a ampliação do contrato entre a Vitale e a Prefeitura de Várzea Paulista, o Executivo informou que em nenhum momento houve contratação de prestação de serviços para a gestão do CAPS da cidade.

A prefeitura disse ainda que o serviço sempre foi realizado por funcionários de carreira. Em relação à delação e as conversas pelo aplicativo, a nota diz que a administração aguarda a conclusão dos trabalhos do Ministério Público para tomar as medidas necessárias.

Fonte:G1

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