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Operação que investiga desvio de verba em hospitais cumpre mandados em Várzea Paulista

Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (5) apura a corrupção de agentes públicos no desvio de recursos da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Várzea Paulista.

Dois secretários municipais, que não tiveram os nomes divulgados, são alvos da 4ª fase da Operação Ouro Verde, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, com apoio do BAEP da Polícia Militar, que investiga corrupção na gestão de hospitais públicos.

A ação cumpre cinco mandados de busca e apreensão nas residências e locais de trabalho dos investigados.

Segundo o Gaeco, os suspeitos teriam recebido, mensalmente, propina para permitir que o contrato da organização social Vitale Saúde, gestora de várias unidades de saúde, entre elas a UPA de Várzea Paulista, fosse mantido com a prefeitura. A gestão da UPA pela Vitale ocorre desde 2016.

Conforme a investigação do Gaeco, o dinheiro de corrupção era a moeda de troca para que os empresários por trás da Vitale pudessem desviar verbas do hospital. O caso chama a atenção principalmente pelo estado precário no atendimento à saúde em Várzea Paulista, informou o Gaeco.

Os agentes do Ministério Público descobriram indícios de corrupção em Várzea Paulista em dezembro de 2018, depois do depoimento de um diretor da Vitale durante delação premiada.

Operação

Operação Ouro Verde teve início em novembro de 2017, quando desarticulado esquema criminoso de desvio milionário de dinheiro público do Hospital Ouro Verde de Campinas.

A Vitale, que administrava o Hospital Ouro Verde e não deveria ter qualquer fim lucrativo, foi acusada de envolvimento com um grupo criminoso responsável por desvios de verbas da saúde.

Em três fases, a operação já prendeu dezenas de agentes públicos, empresários e lobistas. Desde então, 18 pessoas foram presas e mais de 40 mandados de busca foram cumpridos com autorização da Justiça.

O MP apura na esfera criminal supostas irregularidades que envolvem R$ 7 milhões, mas relata ter recebido da própria administração municipal dados de que o prejuízo provocado pelo suposto esquema aos cofres públicos chega aos R$ 25 milhões.

A polícia também apreendeu carros de luxo, dinheiro vivo e muitos documentos.

*Essa matéria está sob atualização*

Fonte:G1

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