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Partido expulsa vereador que suspeitou de adolescente negro que tirava fotos em bairro de Jundiaí

O vereador Antônio Carlos Albino, que suspeitou de um adolescente negro que tirava fotos no bairro Eloy Chaves em Jundiaí (SP), foi expulso do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na tarde desta terça-feira (22).

O caso foi registrado no dia 30 de setembro e está sendo investigado pela Polícia Civil. Em um grupo de moradores, o vereador compartilhou um áudio dizendo a todos que ficassem alertas com o rapaz, que apenas fotografava um parque da rua.

Segundo o Diretório Municipal, os direitos do cidadão devem ser garantidos sem qualquer tipo de discriminação, independentemente de dor, religião, orientação sexual e política. Por telefone, o vereador disse que serve à população e não à ideologia partidária.

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Entenda o caso
Segundo Gabriel Souza, que tem 17 anos e é funcionário de uma borracharia da cidade, o caso aconteceu quando, durante o horário de almoço saiu para fotografar alguns pontos do bairro com uma câmera.

O jovem de Cabreúva (SP) conta que gosta de fotografar e que tenta conciliar o hobby com o trabalho de borracheiro com o pai no bairro Eloy Chaves, em Jundiaí.

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Depois desse dia, fotos e áudios foram divulgados em grupos de moradores no WhatsApp e no Facebook alertando sobre a presença do rapaz e aconselhando que, se o vissem, acionassem a Guarda Civil Municipal.

O vereador Antônio Carlos Albino (PSB), que também compartilhou a mensagem, será ouvido na quarta-feira (16). O vereador disse que não houve preconceito e que tudo foi um mal-entendido.

Um áudio atribuído ao vereador Antônio Carlos Albino, que também é integrante do grupo de moradores, reforçava o pedido de alerta.

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Gabriel conta que só entendeu o que estava acontecendo quando um cliente e morador de um condomínio próximo mostrou a ele as fotos e áudios que estavam circulando na internet.

“Fiquei assustado e desesperado ao ver a quantidade de fotos minhas sendo compartilhadas nas redes sociais.”

Além do jovem, o administrador do grupo do WhatsApp onde mensagens foram postadas e a moradora que teria divulgado imagens do rapaz tiradas da câmera de segurança da casa dela foram ouvidos pela polícia no dia 15 de outubro.

Enquanto o primeiro alegou não ter nenhuma relação com os grupos, a segunda explicou que a medida foi tomada pensando nos casos de violência no bairro e que não houve preconceito. O caso foi registrado pela polícia como injúria e preconceito racial.

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(Fonte: G1)

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