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Pessoa com Deficiência: empregabilidade é um dos desafios, mas o preconceito ainda é barreira

Em 21 de setembro foi comemorado o ‘Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência’. A  data foi instituída em 14 de julho de 2005, pela Lei Nº 11.133. Na verdade, ela começou a ser lembrada em 1982, por iniciativa de movimentos sociais. Entretanto, uma das maiores lutas para que a pessoa com deficiências tenha a inclusão plena e a valorização como ser humano, é o cumprimento da lei Federal  nº 8.213, 24/07/1991, conhecida como ‘Lei de Cotas’, que prevê que as empresas com 100 (cem) ou mais empregados devem empregar de 2% a 5% de pessoas com deficiência e também da Lei Brasileira da Inclusão (LBI) 13146/2015, O Estatuto da Pessoa com Deficiência.

No entanto, segundo Maria Iracema Lopo, assistente social e especialista em empregabilidade da pessoa com deficiência da Assessoria de Políticas para Pessoa com Deficiência de Jundiaí, a maior dificuldade para que estas pessoas enfrentam é a falta de conhecimento das leis por parte das empresas que contratam. “Além disso, muitas destas empresas só contratam por determinação judicial do Ministério do Trabalho e outras, nem conhecem as leis”, enfatizou.

Mas, em sua avaliação, uma das grandes barreiras que dificulta o ingresso das pessoas com deficiência no mercado de trabalho é que a maioria das contratantes não promovem a acessibilidade para estes funcionários. “Elas não fazem adaptações arquitetônicas, como rampas, banheiros e equipamentos adaptados para eles. Inclusive tem empresas que empregam esta mão de obra, mas não aceitam cadeirantes, por exemplo, por não terem a logística necessária para estas pessoas”, ilustrou Maria Iracema.

Porém, em sua visão, a maior barreira ainda não é a física, mas as de natureza atitudinais, ou seja, o preconceito. “Muitas vezes quando o entrevistador se depara comum amputado, por exemplo, avalia que ele não dará conta do serviço. Pelo contrário, ela vai mostra sua eficiência da maneira dele e é a empresa que tem de garantir condições técnicas e físicas para que ele desempenhe sua função”, argumentou a assistente social, observando que a cada ano, as pessoas com deficiência têm buscado se qualificar para atender as necessidades do mercado de trabalho e hoje de acordo com a Lei Brasileira da Inclusão (LBI) 13146/2015, as empresas têm de receber as pessoas com deficiências mais severas e tem de flexibilizar as tarefas para que ele se adapte. “A lei existe, mas na prática, falta ainda a valorização destes profissionais com deficiências. Com isso, o que se espera é que a sociedade garanta á pessoa com deficiência a dignidade que elas merecem, pois, além do direito de poder trabalhar, também são capazes de atuação”.

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