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Pipa nas férias  traz perigo da linha com cerol à tona

Todos os anos neste período, jovens e adolescentes aproveitam o tempo para soltar pipa. Entretanto, mesmo sendo uma brincadeira e uma forma de lazer, a atividade traz uma preocupação: os acidentes com linhas de cerol:  uma mistura de cola com vidro moído, aplicado em linhas de pipas, tem como objetivo cortar a linha de pipas do concorrente. A mistura é altamente cortante. Pessoas que estão próximas à áreas da brincadeira também correm riscos, além da própria garotada que participa da disputa.

As linhas cortantes já causaram a morte de dezenas de pessoas em todo o Estado e também no Brasil. Entre as principais vítimas estão motociclistas, que são surpreendidos pelo material e acabam cortando partes do corpo, principalmente o pescoço. Para prevenir acidentes, alguns motociclistas instalam varetas de ferro ou aço no guidão da motocicleta para evitar que alinha alcance o corpo. Além de  machucar os animais, uma vez que muitos pássaros silvestres, quando enroscam nessas linhas, podem ter a asa cortada e a perna decepada.

Para reduzir estes índices, várias leis proíbem a comercialização destes produtos no estado. Como por exemplo, o Projeto de Lei 765/2016, que revogou a legislação anterior, que proibia apenas a posse de pipas com cerol, e incluiu as linhas chilena, indonésia e “super bonder” no conjunto de materiais proibidos, além de vetar a fabricação e a comercialização desse material.

Com isso, o número de apreensões de materiais contendo linhas cortantes (pipas, papagaios, carretéis, entre outros) no Estado cresceu 12% após a sanção da Lei 17.201/2019, aprovada na Assembleia Legislativa de São Paulo. A lei também impõe multa de 50 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp), com valor de R$ 31,97 em 2022, àquele que for flagrado portando ou fabricando as linhas especificadas. Caso o infrator seja um estabelecimento que esteja comercializando esse tipo de material, a multa será de 5.000 Ufesps.

Na região de Jundiaí, o trabalho de fiscalização de soltura de pipas com linhas de cerol ou linha “chilena” é feito pelas Guardas Ambientai e pela Polícia Militar, que alertam: é importante orientar a população para denunciar locais que comercializem esse tipo de produto.

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