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Região registra aumento de 14,7% no número de acidentes do trabalho

No Brasil a cada quatro horas e meia, um trabalhador morre vítima de acidente de trabalho

No dia 27 de julho é celebrado o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. A data é símbolo da luta dos trabalhadores brasileiros por melhorias nas condições de saúde e segurança no trabalho.A data se tornou oficial em 1972, depois de regulamentada a formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho.

Além das irrecuperáveis perdas de vidas, estes acidentes e doenças resultam também em afastamentos e diminuição da capacidade produtiva, cujas consequências, muitas vezes, extrapolam o ambiente de trabalho. A data busca alertar empregados, empregadores, governos e sociedade civil para a importância de práticas que reduzam o número de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, promovam um ambiente seguro, e práticas saudáveis em todos os setores produtivos.

Desde o começo de 2017, ao menos um trabalhador brasileiro morreu a cada quatro horas e meia, vítima de acidente de trabalho. O dado é do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). O Brasil é o atual quarto colocado no ranking de acidentes de trabalho no mundo.

Na região de Jundiaí, os números também alertam. De acordo com o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest, de janeiro a junho deste ano, Jundiaí registrou 2.931 ocorrências de acidente do trabalho. Dentre elas, 2.616 são do próprio município e outras 315, de sua microrregião (Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Itatiba, Atibaia, Nazaré Paulista, Bom Jesus dos Perdões, Morungaba, Louveira e Vinhedo). Em comparação com o primeiro semestre do ano anterior, o Cerest registrou um aumento de 14,7% no número de acidentes do trabalho. Naquele período, foram 2.555 ocorrências; 2.348 de Jundiaí e 207 da microrregião.

De acordo com o gerente do Cerest, Jesus dos Santos,Atualmente, o setor que exige mais atenção dos profissionais em saúde do trabalhador é o dos bancários, onde é muito grande a população trabalhadora com transtornos mentais, provocados pela atividade. Em seguida, os profissionais da saúde também exigem cuidados diferenciados e prioritários, já que também estão expostos aos fatores de riscos psicossociais, que provocam depressão, síndrome de burnout, reação aguda ao estresse, dentre outras doenças.

O órgão atribui esse aumento às próprias condições que as empresas em geral têm oferecido aos seus trabalhadores, como máquinas sem proteção, falta de orientação e treinamentos específicos e descumprimento das normas protetivas. Desde o começo deste ano, sob nova gerência, o Cerest Jundiaí tem priorizado as ações de eliminação dos riscos que provocam lesões crônicas, aquelas que não aparecem imediatamente após a exposição do trabalhador. “Há normas a serem cumpridas e é o empregador quem deve fiscalizar isso, o que, em geral, não tem ocorrido e levado grande demanda de trabalho ao Cerest e às Vigilâncias Sanitárias em Saúde do Trabalhador dos municípios de sua microrregião”.

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