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Hoje é o Dia Internacional da Síndrome de Down: E nós, já vencemos os preconceitos?

Estima-se que, entre crianças, adolescentes e adultos, O Brasil tenha uma população de portadores da Síndrome de Down perto de 300 mil; Inclusão é a grande batalha!

No dia 21 de março é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down, que causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança. As pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população. Por este motivo, dentre os 365 dias do ano, o “21/03” foi inteligentemente escolhido para marcar a data porque a Síndrome de Down é uma alteração genética no cromossomo “21”, que deve ser formado por um par, mas no caso das pessoas com a síndrome, aparece com “3” exemplares (trissomia).

Segundo o Projeto Down, hoje, no mundo, a cada minuto, nascem 18 bebês com problemas de formação, o que significa 9,8 milhões de bebês por ano. A Síndrome de Down, na área das síndromes genéticas, é a de maior incidência: 91%. No Brasil, estima-se que, entre crianças, adolescentes e adultos, já tenhamos uma população de portadores da Síndrome de Down que esteja perto de 300 mil pessoas. A maioria, claro, é carente, pobre, sem orientação, sem informação, sem condições de frequentar clínicas de estimulação precoce (são raras no Brasil) ou escolinhas especializadas (mais raras ainda).

Na avaliação do diretor técnico da Apae de Várzea Paulista, Luís Antônio Lopes Garcia, apesar de toda evolução social, com maior tolerância e aceitação aos portadores da Síndrome de Down, o preconceito ainda existe. “Em pleno século 21, ainda não superamos o preconceito e na maioria das vezes, temos de lutar para incluí-los. O grande exemplo é a Lei de cotas que só os garante no mercado de trabalho por que a lei obriga”, destacou.

Para ele, ainda não vivemos uma inclusão plena, uma vez que seria necessário uma grande  reestruturação pata que todos pudessem estar inseridos no contexto social . “A inclusão não consiste em o portador de deficiência ‘apenas estar ‘ no ambiente escolar, profissional ou mesmo na rua, mas sim, participar das ações de forma interativa para que tenha o respeito que merece”, salientou Luís.

Para Cristiane Kroneis, analista administrativa da Associação de Educação Especial Bem-Te-Vi, entidade que atua há 27 anos na região, destaca que o papel da família é fundamental  para as crianças que têm necessidades especiais tanto para a evolução, quanto para o desenvolvimento social e a inclusão desta criança.

Ela explica que um dos momentos mais difíceis dos pais é quando eles descobrem que a criança tem Síndrome de Down. “A primeira reação é, na maioria das vezes, negativa. Eles ficam tristes e não sabem como lidar e vêm buscar apoio na Bem Te Vi, que faz o acolhimento destes pais, acompanhamento psicológico”, explicou, observando que, depois que há a aceitação, o amor fala mais alto.

Cristiane Kroneis destacou ainda que muitos pais se culpam pelo nascimento de uma criança com Síndrome de Down, mas explica que a doença é um acidente genético. “Não é culpa de ninguém. Falta a eles, informação e conhecimento”, esclareceu.

 

Inclusão, a grande batalha

A analista afirmou também que a aceitação da Simdrome de Down pela sociedade está bem melhor, mas ainda existe o preconceito. Entretanto, para ela, a grande barreira para que eles sintam-se integrado na sociedade é a inclusão plena. “Esta, infelizmente é a nossa grande luta porque a escola ainda não está preparada. Muitas das crianças assistidas em nossa entidade acabam voltando por que os profissionais ainda não estão qualificados e a escola estruturada. Não adianta a criança ir a escola e ficar isolada. É preciso que ela interaja com outros alunos. Acredito que seja possível vencer esta barreira com a qualificação dos profissionais”, enfatizou.

 

 

 

 

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