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Tecnologia na educação: Como deve ser o professor do futuro?

Com os avanços tecnológicos que vieram para facilitar o dia a dia, pesquisadores estimam que, dentro de alguns anos, o nível de conhecimento da humanidade será dobrado a cada 73 dias, muito diferente do que ocorria no século passado, quando o conhecimento levava cerca de 150 anos para atingir essa marca. Em um cenário como esse, cercado de transições tecnológicas, sociais e econômicas, as profissões também passarão por mudanças.

Uma delas é a do professor. Hoje e ele quem forma as outras profissões e com as mudanças é um profissional que, para acompanhar as transformações do universo educacional, o docente do futuro terá que desenvolver novas habilidades, além de aprimorar as que já possui. O mais aterrador é que Anthony Seldon, especialista em educação, durante o British Science Festival, no ano passado, fez uma afirmação ousada: robôs vão começar a substituir professores em dez anos.

Segundo o educador e fundador do Programa Semente, Eduardo Calbucci, o futuro já chegou, pois, quando se fala de professor do futuro, na verdade é o professor do presente. “Se hoje a gente já está precisando repensar esse papel é muito provável que daqui a 5 anos a gente seja obrigado a fazer isso de maneira mais intensa, e daqui 10 anos de maneira mais intensa ainda. Essa revolução tecnológica está mudando todas as nossas relações sociais e revoluções em geral não são sutis, então o futuro já chegou”, destacou. .

Em sua visão, essas mudanças são tão rápidas que talvez o educador não esteja preparando as crianças e os jovens como poderiam para esse mundo e o professor precisa, de alguma forma, estar preparado para essas mudanças. “Esse professor deverá ter muita flexibilidade e resiliência para se adequar a essas novase a tecnologia será uma das grandes ferramentas. A tecnologia veio para ficar e é uma aliada poderosa dos processos de aprendizagem, mas ela não vai substituir o professor”, pontuou. “Ela é um meio e não um fim. Não acho que substituiremos professores por máquinas”, completou.

Outro ponto destacado pelo educador é a questão do ‘homeschooling’, ou seja, a educação em casa. Para ele, esse projeto de educação em casa, deve ser visto com algum cuidado e reserva. “Em primeiro lugar é pensar se realmente os pais tem formação suficiente para dar todas as aulas, pois no ensino tradicional, a partir do Ensino Fundamental II o professor que estudou para isso ou dá aula só de história, ou só ciências, ou só português. Será que um pai tem condição de dar todas as matérias da educação básica ao longo de 11 ou 12 anos?”, questionou Eduardo Calbucci.

A segunda questão destacada é que a escola é um lugar de socialização muito importante e tirar a criança desse convívio pode não produzir bons resultados. “Mas mesmo que o projeto seja aprovado, existe um número pequeno de crianças que será educado nesse modelo, então isso não vai ter impacto no nosso modelo educacional”, enfatizou, observando que a escola ainda é o melhor espaço de aprendizado. “Porém, não sou contra que a gente teste essas outras possibilidades, mas com muito cuidado para que essas crianças não sejam prejudicadas”, salientou.

 

 

 

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