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Uso do cigarro eletrônico cresce entre jovens e preocupa especialistas de saúde

Ao contrário do que alguns acreditam, o cigarro eletrônico não é inofensivo. Já foi apontado, inclusive, como causa de um novo tipo de doença pulmonar e relacionado a várias mortes. O cardiologista Paulo Negreiros alerta que mesmo com índice menor de lesões que o cigarro comum, o vape – como é conhecido – pode causar lesões sérias no pulmão e ainda,  levar ao infarto. “Por causar uma inflamação, o cigarro eletrônico pode ser um indutor de infartos e, por isso, dores torácicas devem sempre estar no radar de quem fuma”.

 “Além das questões pulmonares e cardiológicas, o dispositivo acaba abrindo uma porta para outros tipos de dependência química, principalmente para os adolescentes”, complementa a pneumologista Orjana Freitas.

Seu funcionamento consiste no aquecimento de um líquido – a uma temperatura aproximada de 300°C – que se transforma em vapor e é tragado. Geralmente, a composição contém glicol, glicerina e outras substâncias naturais e sintéticas que dão o sabor, que muitas vezes remetem à infância como o de algodão doce, chiclete, morango e chocolate. Isso, inclusive, é um dos atrativos que faz com que cada vez mais jovens façam uso do dispositivo.

No organismo, o cigarro eletrônico gera partículas ultrafinas que ultrapassam as barreiras dos alvéolos pulmonares e chegam à corrente sanguínea, fazendo o corpo reagir como se fosse uma inflamação. Além de problemas bucais, também estão associados ao uso do vape a falta de ar, a tosse e a expectoração sanguínea que podem evoluir para uma insuficiência respiratória e até infarto. Pesquisas apontam, inclusive, que países que liberaram a comercialização do cigarro eletrônico registraram aumento de eventos cardiovasculares em pessoas com menos de 50 anos. “O ideal é que as pessoas nem iniciem o uso do cigarro eletrônico, porém quando percebem qualquer sintoma de dependência, é fundamental buscar tratamento para tal condição e evitar mais problemas futuros”, enfatiza a pneumologista.

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