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Várzea Paulista ganha seus ‘Guardiões da Lei Maria da Penha’

Em Várzea Paulista o número de mulheres agredidas é bastante alto. Em 2017, até julho, foram registradas 187 agressões

Nesta quarta-feira, dia 30 de agosto, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Prefeitura de Várzea Paulista assinaram no Fórum municipal um Termo de Cooperação Técnica para a implementação do Projeto Guardiã Maria da Penha no município através da Lei Municipal 2.315, que foi publicada em 26 de junho de 2017, que instituiu o projeto, com grande empenho do presidente Silso das Neves e demais vereadores.

Guardiões Maria da Penha (72)

Criado pelo Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica  do MPSP o projeto consiste em um monitoramento da situação de risco de mulheres que tiveram medidas protetivas deferidas. A fiscalização destas medidas ficará a cargo da Guarda Municipal de Várzea Paulista, que ganhou equipe e viatura específica para o projeto.

Segundo o comandante da GM de Várzea Paulista, Pedro Eli da Cunha, este projeto demonstra a preocupação da Prefeitura em relação ao bem estar social da cidade e em especial ás mulheres vítimas da violência doméstica. “E o papel da Guarda será o de fazer com que as medidas protetivas da mulher impostas aos agressores sejam cumpridas a rigor, dando maior qualidade de vida a estas mulheres”.

Já o prefeito Juvenal Rossi enfatizou que a iniciativa da promotoria de Várzea Paulista e com o projeto vai encorajar mais mulheres a denunciar a violência. “E a prefeitura vai dar o respaldo necessário para que este projeto seja efetivado através da GM e outras unidades gestoras”, salientou, destacando que, apesar de não existir um espaço físico para abrigar estas mulheres, a prefeitura vai lutar para conseguir este local de acolhimento.

A promotora de Justiça Dra. Aldana Messuti Tardeli destacou que em Várzea paulista o número de mulheres vítimas de agressão tem aumentado. Tanto que em 2015 foram registrados 250 casos, em 2016 foram 309 e este ano até julho já foram 187. “Isso mostra uma situação preocupante. Entretanto, este número é ainda maior, visto que muitas mulheres não registram a agressão”, salientou.

 

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