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Várzea Paulista implanta a “Operação Silêncio” para tornar a cidade mais segura e com menos poluição sonora

Órgãos da Prefeitura vão percorrer toda a cidade, aos finais de semana, para coibir som alto, sobretudo após as 22 horas, comércio ilegal, entre outras práticas irregulares

Várzea Paulista ganha uma nova frente de trabalho para tranquilizar a cidade e deixá-la mais segura: a Operação Silêncio. Profissionais dos setores de Fiscalização do Comércio, Guarda Civil Municipal, Unidade Gestora Municipal de Trânsito e Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) da cidade passam, a partir do próximo final de semana, a percorrer o município, e atuar cada um dentro de suas competências. A ideia é impedir práticas ilícitas como tráfico de drogas e som alto, sobretudo após as 22 horas.

Na última semana, lideranças dos quatro órgãos acordaram que, às sextas e sábados, à noite, começará a ser feita a ronda pelas ruas de Várzea Paulista. Os fiscais de comércio vão atuar para impedir o trabalho ilegal de comerciantes depois das 22 horas; guardas poderão agir para inibir tráfico de drogas e o som demasiadamente alto; profissionais do Procon orientarão os lojistas; e os agentes de trânsito autuarão motoristas por estacionarem em locais proibidos ou deixarem os automóveis com volume exagerado.

 

Resultados recentes

A decisão de fazer esse tipo de trabalho na cidade veio de ações conjuntas importantes e bem-sucedidas nos últimos três meses. As mesmas equipes também contaram com o apoio da PM (Polícia Militar) e Polícia Civil, além do Conselho Tutelar varzino, e conseguiram acabar com o “pancadão” na Vila Real e no Jardim Paulista. A Dise (Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes), que atua nos municípios de nossa região, foi fundamental por efetuar prisões de pessoas envolvidas diretamente com o tráfico de drogas e com a organização do pancadão na Avenida Pacaembu.

Além de dar fim aos bailes funk com muita música, uso de entorpecentes e até mesmo tráfico de drogas, foi possível encerrar a página nas redes sociais “Paulistinha do Mal”, utilizada para agendar a festa irregular no Jardim Paulista (Avenida Pacaembu) e seus responsáveis foram conduzidos, recentemente, à Delegacia, para responderem por seus atos.

Os reflexos dessas operações podem ser percebidos pelos números. Entre o dia 1º de janeiro deste ano e 15 de julho, houve 12 atendimentos da GCM contra perturbação do sossego público, que inclui som exageradamente alto em qualquer horário do dia, na Região Norte, que compreende os dois bairros; a partir das ações conjuntas, o número de atendimentos caiu para um. Os guardas agiram, para coibir os “bailes funk”, por três vezes, no primeiro período; no segundo, não foi preciso fazer esse tipo de ação, em razão das operações conjuntas, com os outros órgãos municipais, a PM e a Polícia Civil.

Após tantas operações, os comerciantes locais já se conscientizaram e as vistorias nos dois bairros, que também serão contemplados pela Operação Silêncio, passaram a ser preventivas. “Hoje, quando chegamos a essas localidades, as pessoas até sabem nossos nomes e os comerciantes já percebem que está na hora de encerrarem as atividades do dia”, relata o gestor executivo de Fazenda de Várzea Paulista, João Cremaschi, que faz a fiscalização de comércios nas ações.

 

 

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