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Vendas de produtos para a Páscoa devem crescer 2%

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) projeta crescimento médio de 2% nas vendas de Páscoa neste ano em relação ao mesmo período de 2018. “É um desempenho moderado, próximo ao da massa salarial e em consonância com a conjuntura econômica brasileira que se apresenta aos consumidores”, diz Marcel Solimeo, economista da entidade. Ele aponta que, por outro lado, o aumento pode ser maior para os supermercados, já que a Páscoa é uma das principais datas comerciais para o segmento. “A comemoração gira em torno de duas vertentes: os chocolates e as refeições. Então é uma data importante para os supermercados, que vendem, além dos ovos de chocolate, produtos como azeite, vinho, bacalhau. Para os outros ramos do varejo, o impacto é menor.”

Segundo a Pesquisa sobre Hábitos de Consumo para a Páscoa, realizada pela Boa Vista SCPC, aumentou em três pontos percentuais a intenção do consumidor em gastar mais neste ano em relação a 2018 (passou de 31% passou para 34%). A pesquisa foi realizada com pouco mais de mil respondentes, ao longo do mês de março, e identificou que 45% irão manter o padrão de gastos na comparação com o ano passado (em 2018 eram 43%), e outros 21% gastarão menos agora (eram 26%).

A pesquisa também identificou que 48% dos entrevistados pretendem gastar entre R$ 50 e R$ 200 com as compras de Páscoa. Outros 47% disseram que gastarão até R$ 50 por presente e 5% responderam que vão gastar acima de R$ 200.

Em Jundiaí a expectativa de vendas de produtos alusivos à data é positiva. A D’viez, empresa familiar que fabrica barras de chocolate, trufas, bombons e ovos, prevê um acréscimo de 10% nas vendas em relação a 2018. É o mesmo aumento esperado pela Casa do Confeiteiro, que trabalha com vários produtos.

Segundo o diretor da Associação Comercial Empresarial de Jundiaí (ACE Jundiaí), Pedro Braggio, as  datas comemorativas são boas opções para reunir a família e os amigos mas também podem pesar no bolso. “Por que não aderir ao faça você mesmo? É uma opção para o consumo sustentável e ao mesmo tempo pode transformar a produção dos ovos em uma atividade de confraternização na família. As crianças adoram!”

Pedro, que é educador financeiro, diz que o ideal é o consumidor evitar gastos acima do orçamento e para isso há algumas dicas, como a pesquisa de preços.  “Há muitas opções de ovos de chocolate. O ideal é pesquisar valores porque sempre há variação de um local para outro”, diz. “Se este ano não dá para comprar aquele ovo que o filho deseja, negocia um menor e num valor que não vá pesar no bolso.”

 

 

 

 

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